Saúde e Bem-Estar

Seu filho tem alergia a alimentos? Saiba o que fazer

Camille Bropp Cardoso
25/01/2015 05:00
Prestes a completar 3 anos, Maria Isa é boa de garfo e come quase de tudo. A exceção são os laticínios, que foram excluídos da dieta depois que a menina, ainda bebê, teve assaduras e vermelhidão nas bochechas. Os sintomas eram de alergia à proteína de leite de vaca (APLV). A mãe de Isa, a nutricionista Cristiane Crisuk, torce para que a hipersensibilidade amenize à medida que a filha cresça. Isso ocorre até os 3 anos com 80% das crianças. Mas a nutricionista já tem uma estratégia, caso Isa demonstre curiosidade sobre alimentos “perigosos” – por enquanto, o único é a pizza. “A melhor forma é sempre conversar ”, diz. “É importante explicar que existem alternativas ao alimento que causa alergia”.
Pais de crianças que têm alergia alimentar podem enfrentar de antemão dois problemas: primeiro o diagnóstico, nem sempre fácil. O outro é a mudança de hábitos, que às vezes afeta a família inteira. Mas há como minimizar um terceiro obstáculo: a rejeição do pequeno às restrições.
“A criança tem curiosidade. Ela pode ter alergia à proteína do leite desde bebê, mas vai na festa de aniversário e quer comer brigadeiro”, ilustra a médica alergista Elizabeth Maria Mercer Mourão, presidente da regional paranaense da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai). “O problema com a alergia é que não é questão de quantidade, não há tolerância. Se for apenas uma ‘bocadinha’, o filho vai ter a reação de qualquer forma”.
“Moda”
Alergias alimentares variam muito de gravidade. As mais leves causam alterações na pele (vermelhidão, coceiras e descamações); há as que fazem entupir o nariz; e as que causam inchaço nas vias aéreas capaz de impedir o alérgico de respirar. É de se pensar que uma criança que sofreu um episódio ruim por causa da alergia tenha mais facilidade em se engajar na dieta. Mas não é bem assim.