Para ajudar, ela comprou um livro sobre o assunto destinado às crianças. “Facilita, porque a gente fica sem saber até que ponto pode falar e o livro traz informação de uma forma que não é vulgar.” Após a primeira conversa seguiram-se outras, em que a menina trazia dúvidas e questionamentos à mãe e ao pai. “Essa segurança que ela tem em confiar em nós me deixa muito feliz”, diz a mãe. Resultado da conversa aberta que sempre tiveram com a filha.
Caminho defendido pelos especialistas como o melhor para a prevenção de problemas mais tarde, como gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis. “Os pais devem estabelecer um canal de comunicação, pelo diálogo, sem repressão”, afirma a psicóloga Tatiana de Souza Centurion. “Não falar do assunto cria uma névoa que não ajuda em nada e ainda faz que a criança busque informação em outro lugar”, adverte o sexólogo Marcos Ribeiro, autor de livros sobre educação sexual. “É importante pensar que sexualidade não é o ato sexual e sim a forma como a pessoa se relaciona com seu corpo e seus sentimentos. E isso não é mais possível resolver com uma longa conversa quando o filho já tem 15 anos”, complementa a psicóloga Fernanda Gorosito, coordenadora do Espaço de Desenvolvimento Criança em Foco.
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Serviço: Fernanda Gorosito (psicóloga), fone (41) 3232-4837, site www.criancaemfoco.com.br / Marcos Ribeiro (professor, sexólogo, escritor, autor de Sexo não é Bicho-Papão), site www.marcosribeiro.com.br / Tatiana de Souza Centurion (psicóloga), fone (41) 3019-9553 / Wanderson Castilho (diretor da e-net security solutions), fone (41) 3014-3101, site www.e-netsecurity.com.br
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