Saúde e Bem-Estar

Tecnologia útil

Adriano Justino
27/08/2007 00:03
Em tempos de internet, é impossível não deparar com questões de limites em relação à rede. Para a psicóloga Tatiana Centurion, antes dos 8 anos, as crianças não devem usar o computador sozinhas. E até os 12, não precisam acessar programas de bate-papo online, como MSN. Na adolescência, se a relação com os pais é boa, deve haver monitoramento, mas não fiscalização constante. “É pela internet que os pedófilos estão abusando mais”, afirma.
A própria tecnologia pode ajudar nessa questão, mas, conforme o consultor de segurança de internet Wanderson Castilho, “não existe uma maneira à prova de falhas de proteger completamente seus filhos na internet – assim como em qualquer outro lugar”. De qualquer forma, há programas de proteção que podem ajudar nessa tarefa. Lembre-se, porém, que a orientação ainda é a melhor forma de agir, já que seu filho pode ter acesso a sites indesejados na casa de algum amigo.
• Ferramentas de limitação de tempo: limitam a quantidade de tempo gasto na internet, ou restringindo o acesso para os horários em que os pais podem supervisionar.
• Filtros baseados em listas de sites: restringem o acesso a websites cadastrados previamente em listas de sites proibidos. As listas são atualizadas periodicamente pelo fornecedor. Os pais também podem acrescentar outros sites.
• Filtros baseados em palavras proibidas: usam uma lista de palavras encontradas em websites impróprios.
• Filtros baseados em rótulos de classificação: organizações (ou os próprios criadores de sites) classificam e rotulam um site usando um sistema conhecido como “PICS” (Platform for Internet Content Selection). Versões mais recentes do Explorer ou do Netscape já estão preparados para isso, mas essa tecnologia ainda é pouco utilizada.
• Ferramentas para bloqueio no envio de dados: neste caso, o programa impede a criança de enviar dados pessoais pela internet como o nome, endereço e número do cartão de crédito. O programa controla o recebimento e envio de e-mails. Os pais podem determinar uma lista de destinatários ou de remetentes autorizados. Pode-se também controlar a participação da criança em salas de bate-papo (chats).
• Browsers (navegadores) para crianças: possuem quase as mesmas funcionalidades de um browser normal. Alguns auxiliam a criança a aprender usar a internet, e os direciona para centros educacionais ou entretenimento na web.
• Ferramentas de monitoração: registram tudo que foi acessado. Algumas podem até registrar o que foi feito mesmo quando não conectado à internet.
• Muitos desses programas podem ser baixados gratuitamente da internet. No Google, é só procurar “controle de internet familiar”.