Saúde e Bem-Estar

Vigilância pela web

Jennifer Koppe
29/01/2006 02:38
jenniferk@gazetadopovo.com.br
A internet se tornou um elemento importante para crianças e adolescentes. Através deste meio, eles se comunicam com o mundo e conversam em tempo real com amigos e desconhecidos através de blogs, fotologs, sites de relacionamentos como o Orkut e através do Messenger.
Nos diários virtuais, a garotada costuma postar as fotos dos amigos e escrever sobre o que fizeram nas férias, sobre as bandas e os programas de tevê favoritos. Mas se todos podem ler o que está escrito nestas páginas, qual é o problema dos pais darem uma olhadinha também, só para saber se está tudo bem?
Especialistas acham que esse hábito tem limite. De acordo com a psicoterapeuta Laura Monte Serrat Barbosa, espionar e-mails sem o conhecimento do filho quebra o vínculo de confiança com eles. “Quando a internet não existia, as crianças escreviam diários. Para saber o que acontecia, os pais roubavam-os ou ouviam as conversas atrás da porta. O comportamento não mudou, mas não quer dizer que está correto.”
A terapeuta familiar Eloá Andreassa também não recomenda esse tipo de vigilância para proteger a prole. “Os pais não têm como controlar tudo o que acontece com os filhos. Perigos existem em qualquer lugar”.
As profissionais afirmam que o diálogo é sempre a melhor solução. “Os filhos precisam ter alguns segredinhos, é natural, mas se os pais estão muito desconfiados, a comunicação direta ainda é o melhor caminho”, recomenda Eloá.
Serviço: Laura Monte Serrat Barbosa, fone (41) 3363-1500 / Eloá Andreassa, fone (41) 3016-5036.