Depende do tipo de elogio. Quando ele se limita a rótulos fixos, como “inteligente”, “talentoso” ou “você tem o dom”, ele cria mais estresse nos alunos, que sentem que eles precisam manter esses rótulos. Os elogios que focam no esforço e na habilidade em resolver problemas tendem a ser positivos e menos estressantes para os alunos. Se uma criança vai bem em matemática, ao invés de dizer que ela é inteligente ou que tem o dom da matemática, a sugestão é elogiar o esforço que ela fez para resolver a prova e as estratégias que usou para se sair bem.
Elas têm muito mais dificuldade em lidar com obstáculos. Se um aluno que está acostumado a ter notas altas tiver uma matéria que faz suas notas caírem, ele tem a tendência a levar isso muito mais para o lado pessoal do que um aluno que recebeu elogios que focam no esforço que, na mesma situação, irá imediatamente começar a traçar estratégias para melhorar suas notas.
Os exemplos dados por figuras importantes na vida das crianças frequentemente moldam como eles pensam e se sentem a respeito do sucesso. Se eles veem seus pais, professores e amigos dando mais importância ao talento ao invés do esforço fica fácil para eles fazerem a mesma coisa.
É difícil ter certeza, mas eu diria que quanto antes, melhor. Mas, mesmo se esses conceitos forem descobertos mais tarde na vida, nossos cérebros são incrivelmente flexíveis e existem pesquisas riquíssimas que apontam que nós podemos desenvolver mentalidade de crescimento em qualquer idade.



