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Você lembra com saudades de assistir Armação Ilimitada ou TV Pirata – nos intervalos, é claro, cantar as músicas das Duchas Coronas (um banho de alegria) e das Balas de Leite Kids –; de colecionar figurinhas de futebol ou Amar é…; das músicas amalucadas da Blitz ou do rock do Barão Vermelho ainda com Cazuza; de filmes como Caça-Fantasma ou a trilogia De Volta para o Futuro e enfiar na boca de uma só vez todas as 155 pastilhas dos Minichicletes Adams?
Quem já passou dos 30 não pode perder o Almanaque Anos 80, escrito a quatro mãos pelos jornalistas Luiz André Alzer e Mariana Claudino. Chamado por alguns (ranzinzas) de “a década perdida”, foram anos extremamente cafonas e por isso mesmo, divertidíssimos. Na moda, os exageros eram lei. As meninas usavam calças baggy ou semi-baggy, polainas de lã. E quem não se lembra dos meninos com seus Kichutes amarrado na canela?
São oito capítulos, divididos em televisão; revistas, figurinhas e livros; música; cinema; esporte; guloseimas; diversão e modismos. Sem a pretensão de ser uma enciclopédia da época, o Almanaque é mais uma viagem no tempo, que traz curiosidades como o número exato de combinações do Cubo Mágico ou de animais peçonhentos usados na trilogia Indiana Jones (ficou curioso? Foram 2 mil ratos, 7 mil cobras e 50 mil insetos). Não ficaram de lado as lendas, como a da “loira do banheiro” e do boneco Fofão – que teria dentro dele velas vermelhas para rituais de magia negra.
E as disputas? Brinquedos, programas de tevê e pessoas tinham fãs ardorosos que não se rendiam aos rivais. Era Atari contra Odyssey, Chico Anysio contra Jô Soares, Caloi x Monark, Ayrton Senna x Nelson Piquet. Enfim, é para relembrar sozinho ou reunir os amigos trintões e dar boas risadas.
Serviço: Almanaque Anos 80, de Luiz André Alzer e Mariana Claudino, da Ediouro, 304 páginas, R$ 49.
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