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Como se prevenir

Adriano Justino
07/09/2008 03:00
Alimente-se de cálcio
Leite e derivados são as melhores fontes. Mas o cálcio também é encontrado em legumes verdes, cereais, frutos secos e na carne de peixe.
Absorva o cálcio
Para que o organismo consiga absorver o cálcio e depositá-lo nos ossos, é preciso ter vitamina D. A melhor forma de conseguir a quantidade necessária dessa vitamina é se expondo ao sol, ao menos 15 minutos, antes das 10 h e depois das 15 horas. Quando o corpo tem deficiência de vitamina D, o cálcio não é absorvido no intestino.
Faça exercícios
Principalmente musculares e com um mínimo de impacto, incentivando a estrutura óssea e muscular a se deformar para agüentar o esforço.
A doença atinge mais mulheres do que homens?
A maior incidência realmente é em mulheres brancas na pós-menopausa. Isso porque a queda da produção de hormônios, como o estrogênio, diminui a massa óssea pela dificuldade de reposição de cálcio.
É doença genética?
Fatores genéticos contribuem para a composição da densidade mineral óssea. Mas o mais comum é a doença ser causada pelo estilo de vida.
Há idade para fazer exame? Como é feito?
Mulheres após 45 anos ou assim que entram na menopausa, devem começar a se cuidar. Os médicos que a acompanham, principalmente o ginecologista, podem pedir exames simples, como dosagem hormonal, para analisar a diminuição de produção de hormônios e possíveis riscos da doença. Além de exame simples de sangue, uma das formas de avaliar a qualidade da massa óssea é por meio da densitometria. Esse exame isoladamente, porém, não permite um diagnóstico preciso. O acompanhamento clínico é importante para o diagnóstico.
A doença pode aparecer precocemente?
É raro, mas pode acontecer, como em mulheres que tiveram a primeira menstruação tardia, com 18, 19 anos, e que podem vir a ter menopausa precoce. Também em fumantes e pessoas que tomam muito café e álcool. Essas substâncias diminuem a capacidade de regeneração óssea.
Há medicamentos que favorecem o aparecimento da doença?
Remédios com corticóides receitados para pacientes com doenças como artrite-reumatóide e asma podem contribuir para a diminuição da quantidade de cálcio no organismo, de acordo com o reumatologista Sebastião Randominski. (DN)