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Mais importante do que se contorcer e colocar as pernas atrás da cabeça é se manter ético em relação a si mesmo e ao universo. Esses são princípios dos nyamas e yamas, espécies de normas que regem o ioga e prometem conduzir a uma vida melhor no mundo, ensina Rodrigo Miró de Cordova, 42 anos. O sobrenome conhecido não é coincidência – ele é parente distante do mestre catalão da pintura. Apesar do discurso, o professor de ioga curitibano em nada se parece com gurus barbudos ligados a alguma religião ou corrente esotérica. Prefere, simplesmente, buscar dentro das suas possibilidades mais qualidade de vida para si e para quem está a sua volta. Seja indicando exercícios, fazendo mapas astrais, tirando cartas ou oferecendo um chazinho capaz de afastar infortúnios momentâneos. Esse caminho, segundo ele, foi apontado pelo planeta Netuno: afastou-se das artes – sua escolha inicial – para dedicar-se aos assuntos ligados à espiritualidade. “Sou assim e dificilmente vou virar outra coisa diferente do que eu sou agora”, afirma ele, que diz ganhar bem menos com sua escolha, mas certamente se sente bem mais feliz agora.
A sala guarda parte do seu arsenal de trabalho. É lá que ele se refugia logo cedo para 20 minutos de alongamentos e onde reúne os alunos para ensinar as posturas. Esta posição, segundo ele, serve para levar o sangue à cabeça, purificar, movimentar e rejuvenescer o corpo.
Todo dia ele movimenta os planetas no mapa padrão da astrologia para acompanhar a dança dos astros. É impossível, por exemplo, sair de lá sem ter uma de suas características desvendadas por ele. “O corpo fala.”
Krishna é o deus do amor. “Não sou ligado a nenhuma religião especificamente, mas gosto de ter próximo de mim o que me faz bem”, diz. A estátua está no altar, junto com outros elementos que fazem parte do ambiente: cristais, sinos, livros.
Shiva é o dançarino cósmico e acaba representando o mesmo movimento que os planetas.
As esculturas são da época em que estava mais voltado à arte. Estudou joalheria, chegou a ser premiado em escultura, mas com o tempo acabou buscando outras “viagens”. A escultura está no jardim de sua casa e representa as duas faces da Lua.
O tarô apareceu quase junto com a astrologia e o ioga. E é, na opinião de Rodrigo, ferramenta de auto-conhecimento: “Funciona muito como instrumento para previsões e também para auxiliar o desenvolvimento humano”.
Bruch ganhou nome de poeta catalão, ainda que seus poemas recitados – os do rottweiler – pareçam mais os rugidos de uma fera. “Adoro esse cachorro, ele tem 12 anos, é muito mais eficaz que qualquer outro.”
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