Eu leio
A mais recente versão do famoso Livro de Recordes é de encher os olhos e a mente de informações para lá de curiosas. São mais de 5 mil recordes em quase 300 páginas gigantes (algumas são pôsteres desdobráveis) e divididos em nove categorias: Planeta Terra, Vida na Terra, Corpo Humano, Conquistas Humanas, Sociedade, Ciência e Tecnologia, Arte e Mídia, Engenharia e Esportes e Jogos.
J. Krishbamurti
Nova Era
A obra reúne debates de um grupo de estudiosos sobre o budismo com J. Krishbamurti, mestre indiano e uma das principais referências espirituais do século 20. As questões são colocadas em formato de pergunta e resposta. Entre os pontos discutidos, a existência ou não de uma verdade suprema e a vida após a morte.
Miquel Obiols com ilustrações de Roger Olmos
Editora Melhoramentos
Leon Tolstoi
Antes de escrever esse texto, pesquisei algumas referências sobre A Morte de Ivan Ilitch. Invariavelmente, a novela de Leon Tolstoi é lembrada como “a obra de arte mais perfeita já realizada” – é o que disse Nabukov –, um livro sobre a diferença entre uma acepção cientificista e, outra, existencial do mundo. Uma crítica à hipocrisia, o retrato das angústias de um homem pacato perante a morte. Embora não discorde (é possível, sim, encontrar tudo isso no livro), o que me impressiona é a passagem levada pela narrativa de Tolstoi, a transição propriamente dita entre uma vida levada pela rotina, correção e profissionalismo (egoísmo), e um profundo estado de afastamento da realidade, substituída por ânsias morais e até metafísicas. O processo é desencadeado por um episódio banal – Ilitch cai ao regular a posição de uma cortina – o que não leva apenas à progressiva enfermidade, em que o personagem se transforma em vítima de tudo aquilo que praticou enquanto jurista (impessoalidade, pragmatismo, desapego), mas também ao distanciamento cada vez maior da realidade, o que cria um ponto de vista, se não supra-humano, certamente afastado dos homens, justamente para conseguir desbravá-los. Não haverá volta para Ivan Ilitch.
Nikola Matevski
Já temos um passado, meu amor
Um violão guardado
Aquela flor
E outras mumunhas mais
Eu, você, João
Girando na vitrola sem parar
E o mundo dissonante que nós dois
Tentamos inventar tentamos inventar (…)”


