Histórico

Um pouco de história

Adriano Justino
07/09/2008 03:00
Em épocas passadas, as opções eram escassas. O pesquisador Salvato Claudino, autor do Dicionário de Nomes Próprios (Editora Thirê), explica em seu livro que, no início da colonização do Brasil, os cartórios foram implantados somente nas principais cidades. Os padres é quem ficaram responsáveis por registrar nomes no interior, mas batizavam somente crianças com nomes de origem bíblica, o que reforçou a predominância de Antônios, Marias e Josés, Paulos, Terezinhas e outros. Na época, os próprios erros cometidos pelos religiosos acabaram contribuindo para o surgimento de outros nomes como Viviana, que veio de Bibiana e Eurides, de Orides.
Nomes como Manoel e Joaquim também se tornaram comuns por causa da presença dos portugueses. Foi só com a imigração dos eslavos, espanhóis, italianos e germânicos que as possibilidades aumentaram. Escritores brasileiros como José de Alencar e Lemos Barbosa, ajudaram a popularizar nomes de origem indígena como Iracema e Moacir.
“Na época da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas proibiu o uso do primeiro nome estrangeiro, então muitos descendentes adotavam um prenome brasileiro. Os nomes de origem étnica perderam a importância, na medida em que os grupos de imigrantes se integravam à cultura nacional”, explica a professora de História Valquíria Renk, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.