Grávidas necessitam de um aporte extra de energia. Não é o caso de “comer por dois” e, se a mulher já estiver muito acima do peso antes da gestação, pode até ser necessário que diminua a quantidade de alimentos, apostando sempre na qualidade. “Existe algo mais ou menos padrão, mas cada gestante deve ser tratada de acordo com suas características”, diz a nutricionista Helena Maria Simonard Loureiro, diretora do curso de Nutrição da PUC.
Como muitas enfrentam enjôos e azia, é necessário avaliar também o que não faz mal e estabelecer estratégias de acordo com a reação individual. Para os enjôos, a nutricionista recomenda observar em que horário ocorrem e evitar alimentar-se nesses períodos. Diminuir o consumo de líquidos antes do incômodo chegar também ajuda.
Com a azia é mais difícil, pois cada organismo reage de uma forma com alimentos diferentes. “O papel do nutricionista é investigar e indicar outras fontes do nutriente que possa faltar quando se elimina um suco de laranja, por exemplo”, diz. “Pimenta, açúcar, café e alguns tipos de chás tendem a irritar mais a mucosa gástrica”, completa.
Cálcio, ferro, minerais e vitaminas, entre outros nutrientes, não podem faltar na dieta, mas nem tudo só faz bem ou é inofensivo. “Vitamina A em excesso pode até causar má-formação no feto no início da gestação”, diz Helena. Mas deixar de consumir alimentos que contenham a vitamina também pode trazer problemas. Por isso é importante conversar com o obstetra sobre a alimentação e buscar apoio de um nutricionista em caso de risco ou mesmo para estabelecer uma dieta equilibrada e saudável, de acordo com as necessidades individuais. (EB)
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