Turismo

10 razões para conhecer Londres

Fernando Martins
30/07/2009 03:03
1 – Alívio no bolso
2 – A pompa da realeza
A pompa e as tradições da família real britânica chamam a atenção do mundo in­­teiro. E, do fim de ju­­lho a setembro, é possível estar um pouco mais perto dela. O Palácio de Buckingham, casa e local de trabalho da rainha, é aberto para visitação pública. É a oportunidade para os simples plebeus conhecerem a sala do trono. Outro destaque são as ga­­lerias da coleção real, com obras de arte de artistas como Rem­brandt e Rubens. Do lado de fora, é realizada a tradicional cerimônia da troca da guarda, às 11h30, todos os dias durante o verão. Aproveite ainda para conhecer o Palácio de Kensington, onde vivia a princesa Diana, e a Cla­rence House, onde moram atualmente o príncipe Charles e seus filhos William e Harry. Infor­ma­ções sobre esses atrativos: hrp.org.uk, changing-the-guard.com e royalcollection.org.uk.
3 – Música britânica
Londres foi o trampolim para o estrelato internacional de diversas gerações de músicos e bandas de pop-rock. Toda essa história é contada no British Music Experience (britishmusicexperience.com), um museu interativo onde se conhece (e se ouve) as estrelas britânicas. Lá ainda há um espaço onde o visitante pode aprender a tocar instrumentos musicais. Já quem é fanático pelos Beatles não pode deixar de visitar a famosa esquina de Abbey Road, onde o quarteto posou para a foto da capa do penúltimo disco da banda, que foi batizado com o nome da rua. Londres também é uma espécie de Brodway alternativa. Para aqueles que gostam de musicais, nesta temporada estão em cartaz montagens como Mamma Mia, Priscila – a Rainha do Deserto, Rei Leão, Chicago, Grease, a Gaiola das Loucas, o Fantasma da Ópera, dentre outros.
4 – Conhecimento cientítico
5 – Artes plásticas
Algumas das coleções de arte mais im­­portantes do planeta estão na capital britânica. Na National Gallery (nationalgallery.org.uk), há verdadeiros tesouros da história da pintura produzidos por mestres como Da Vinci, Miche­­langelo, Rafael, Botticelli, Ticia­no, El Greco, Goya, Van Gogh, Monet, Renoir, dentre inúmeros outros. Na Tate Britain (tate.org.uk/britain) está reunido o melhor da pintura britânica. Para os apreciadores de arte moderna, a Tate Modern (tate.org.uk/mo­­dern) traz obras de ninguém me­­nos do que Rodin (na imagem, a escultura O Beijo), Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí, dentre outros. A cidade também é repleta de galerias, como a de Whi­techapel (whitechapelgallery.org), especializada em mostras de artistas contemporâneos.
6 – Muitas curiosidades
Que tal co­­nhe­cer a lendária Ba­­ker Street, rua onde Ar­­thur Conan Doy­­le ambientou a residência de Sherlock Holmes? Pois exatamente nela fica um museu em homenagem ao famoso detetive (sherlock-holmes.co.uk). Bem pertinho dali, está a matriz mundial do Madame Tussauds (madame-tussauds.co.uk), o mais renomado museu de cera do mundo, onde estão cópias perfeitas de personalidades como Barack Obama, Lewis Hamilton, Brad Bitt, An­­gelina Jolie, o princípe Charles e os Bea­­tles. O espaço de exposições Ri­­pley’s Believe or Not (ripleyslondon.com) traz cerca de 500 objetos estranhos, como o menor carro do mundo e uma estátua em tamanho real do homem mais alto que já viveu. Uma atração mais bizarra é um tour pelos lugares onde Jack o Estripador fez suas vítimas, em 1888 (rippertour.com).
7 – Dois mil anos de História
Londres foi fundada pelos antigos romanos, no ano 43 d.D. Passou para o domínio dos anglo-saxões. Foi invadida por vikings e normandos. Viu nascer na Idade Média uma das monarquias mais longevas da Humanidade, bem como a primeira tentativa efetiva de controlar o absolutismo dos reis: o parlamento. Foi um dos centros da Reforma Protestante, com a briga do rei Henrique XVIII com o Papa. Tornou-se o epicentro da Revolução Industrial, bem como a capital do mais extenso império colonial já visto, onde o sol nunca se punha. Foi o alvo da cobiça de Hitler, que não conseguiu conquistá-la, nem sob forte bombardeio. Com quase dois mil anos de existência e tantos fatos marcantes, andar pelas ruas de Londres é como ter uma aula de História longe dos livros. Confira alguns dos principais atrativos históricos da cidade:
Torre de Londres (hrp.org.uk/toweroflondon): apesar do nome, na verdade trata-se de uma fortaleza que, com cerca de 900 anos, já foi palácio real, zoológico e prisão. Suas muralhas e masmorras evocam os tempos medievais de torturas dos inimigos do rei. Nela, foi executada Ana Bolena, a segunda esposa do sanguinário Henrique VIII – justamente a mulher-pivô do cisma inglês com o Vaticano. Hoje, abriga as joias da coroa e outras exposições. Fica ao lado de outro ícone de Londres, a Tower Bridge (towerbridge.org.uk), a famosa ponte levadiça sobre o Rio Tâmisa.
Abadia de Westminster (westminster-abbey.org.uk): essa belíssima igreja gótica é, desde 1066, o local da coroação dos reis e rainhas britânicos. Atrás do altar, aliás, fica em exibição o trono da coroação, usado desde a Idade Média. Na abadia, também estão enterrados 17 monarcas britânicos. O destaque são os túmulos das rivais Elizabeth I, rainha da Inglaterra, e Maria Stuart, rainha da Escócia. Como era de se esperar, elas descansam longe uma da outra, em lados opostos da igreja. Também lá estão enterradas outras personalidades da História, como Isaac Newton e Charles Darwin.
Palácio de Westminster (parliament.uk): sede do parlamento desde 1265, nesse local se construiu parte dos modernos conceitos de democracia. Na época do império, ali também foram tomadas decisões que afetaram o mundo inteiro, como a Bill Aberdenn, lei inglesa de 1845 que proibia o tráfico de escravos entre a África e América e que deu início ao longo processo de abolição da escravatura no Brasil. Atualmente, em dias de discussões entre os deputados na Casa dos Comuns, o visitante pode entrar para assistir aos debates. O principal destaque, porém, é a torre do Big Ben, o principal cartão-postal londrino. A poucos quarteirões do parlamento, fica Downing Street, a rua onde fica a residência oficial do primeiro-mi­nistro britânico.
Gabinete de Guerra: o local de onde Winston Churchill comandou a resistência e a vitória aliada na II Guerra Mundial foi mantido do mesmo jeito que em 1945. No mesmo espaço, há um museu dedicado a Churchill. Para quem gosta da história dos conflitos bélicos, também são imperdíveis o Museu Imperial de Guerra e o HSM Belfast, navio cruzador utilizado na II Guerra que pode ser visitado – ele está ancorado no Tâmisa. Informações sobre esses atrativos podem ser obtidas em iwm.org.uk.
Globe Theatre (shakespeares-globe.org): réplica perfeita do teatro onde Shakespeare encenou suas peças, localizada a poucos metros do local onde havia a construção original. Lá, é possível conhecer a história do maior dramaturgo de todos os tempos, além de assistir à encenação de suas peças.
Museu Britânico (britishmuseum.org): tem o mais importante acervo do mundo sobre a história das civilizações, reunido nos quatros cantos do planeta no auge do Império Britânico. Guarda objetos de povos como os mesopotâmicos, egípcios, gregos, romanos, hindus, astecas, dentre outros. Lá estão, por exemplo, a Pedra Rosetta, a partir da qual foram traduzidos os hieróglifos, e os famosos mármores de Elgin, frisos e esculturas retirados do Partenon, em Atenas.
8 – Parques e arquitetura
Mesmo que não tivesse tantas atrações, Londres por si só já seria um lugar agradável para se estar. Os parques e jardins são um dos orgulhos dos ingleses – não sem justificativa, pois são muito bem cuidados. O principal deles é o Hyde Park, onde se pode ver esquilos brincando em árvores e jardins de rosas. O Hyde Park faz parte dos chamados parques reais (royalparks.org.uk), juntamente com áreas verdes como Kensigton Gardens, Regent’s Park (onde fica o zoo londrino), Greenwich Park, dentre outros. O Kew Gardens (kew.org) também merece uma visita.
A arquitetura londrina é outro atrativo, com seus prédios vitorianos e georginanos com tijolinhos à vista. A imponente Catedral de Saint Paul (stpauls.co.uk) é uma joia do barroco inglês. Não deixe ainda de apreciar uma vista panorâmica da cidade do alto da London Eye (londoneye.com), uma imensa roda gigante com 135 metros de altura, de onde é possível ver toda a cidade. Outra opção é vislumbrar Londres a partir da perspectica do Tâmisa. Há várias opções de passeio de barco pelo rio (thamesclippers.com e westminsterpier.co.uk).
9 – Compras
Londres tem opções para todos os tipos de consumidor. A Oxford Street é uma das mais tradicionais áreas de comércio da cidade. Lá fica a Primark (primark.co.uk), loja de roupas de qualidade a preços baixos até para os padrões brasileiros. Na região do Hyde Park, está a Harrod´s (harrods.co.uk), uma das mais conceituadas lojas de departamento do mundo, com preços mais salgados.
Nas imediações da rua Brick Lane fica o comércio mais alternativo, com ateliês de estilistas e designers de vanguarda, brechós e lojas de roupas e objetos vintage. Um destaque é a loja Laden (laden.co.uk), onde a spice girl Victoria Beckham e o músico Noel Gallagher, da banda Oasis, buscam as novidades da moda. Candem Town também tem um perfil semelhante a Brick Lane. A feirinha local (camdenlockmarket.com), onde se vende de tudo, é o principal atrativo da região. Já na rua Portobello Road (portobelloroad.co.uk), em Notting Hill, fica a maior feira de antiguidades da Inglaterra. Um atrativo ao visitar a feirinha é tentar descobrir onde foi am­­bientada a livraria do personagem de Hugh Grant no filme Um Lugar Chamado Notting Hill, também estrelado por Julia Roberts.
Para quem quer apreciar os cheiros e sabores londrinos, nada melhor do que o Borough Market (boroughmarket.org.uk), onde os chefs dos melhores restaurantes da cidade vão buscar produtos frescos de toda Europa para seus cardápios. Nas imediações, fica a Neal´s Yard Dairy (nealsyarddairy.co.uk), uma das mais famosas casas de queijo da Inglaterra, com dezenas de opções para os consumidores. Logo adiante, está Vinopolis (vinopolis.co.uk), onde se pode comprar vinhos e outras bebidas dos quatro cantos do mundo.
10 – Templos do esporte
Você gosta de futebol e de tê­­nis? E já ouviu falar de rúgbi, críquete ou po­­lo. Pois saiba que foram os ingleses que inventaram grande parte dos esportes que tanto apreciamos (e também aqueles dos quais não gostamos tanto assim). E, como não poderia deixar de ser, em Londres estão algumas das mais famosas praças esportivas do mundo. Várias abrem para visitação do público. É o caso de Stamford Bridge, casa do time de futebol Chelsea (chelseafc.com); do Emirates Stadium, do Arsenal (arsenal.com); e do lendário estádio de Wembley (wembleystadium.com), a casa do English Team. Já em Wim­bledon há um museu que conta a história do mais charmoso torneio de tênis do mundo, disputado em quadras de grama (wimbledon.org). A cidade, que já foi sede de dois Jogos Olímpicos (em 1908 e 1948), abrigará ainda as próximas Olimpíadas (london2012.com). A maioria dos estádios e ginásios onde acontecerão as competições ainda está em construção, mas para quem gosta muito de esporte, pode ser um bom atrativo visitá-los assim mesmo.