Turismo

3º dia – Cairo

Adriano Justino
05/11/2009 02:05
Três horas mais tarde, já na entrada da capital egípcia, nosso guia Hamadi pega o microfone e anuncia: “faraones e faraonas”, olhem para a direita, lá estão elas”. O coração dispara…. Sim, são elas, Quéops, Quéfren e Miquerinos, ainda tão distantes, mas realmente impressionantes. Dentro do ônibus, ninguém esconde a emoção dessa primeira visão das grandiosas pirâmides do Egito.
Mas antes de chegarmos a elas, nosso primeiro destino seria o monumental Museu Egípcio (entrada: 60 libras egípcias), na praça Tahrir. Apesar de mal conservado, ele é imperdível por conta do seu acervo literalmente “faraônico”. No andar de cima, estão as coleções mais importantes, como a sala das múmias (é cobrado um ingresso extra de 100 libras egípcias para a visitação) e, é claro, os tesouros do faraó Tutancâmon (1.333-1323 a.C). Há uma pequena sala no museu repleta de coisas de Tut, incluindo a hipnotizante máscara de ouro do rei menino.
De volta ao ônibus, ainda teríamos que esperar mais um pouco para o grand finale. Era hora do almoço e lá fomos nós seguindo pela cidade em direção ao restaurante, uma vez ou outra, nos deparando com o Nilo. Como a maioria das refeições é oferecida em hotéis próximos às pirâmides (a nossa era no Mövenpick Resort ), tivemos uma surpresa um tanto frustrante antes mesmo de chegarmos às pirâmides: os grandiosos monumentos há muito tempo deixaram de estar no meio do deserto. Foram “engolidos” pela cidade, já que o Cairo cresce para todas as direções. A 500 metros da Esfinge, por exemplo, dá para comer num fast food.
Devidamente alimentados, enfim, tinha chagado o momento de estarmos frente a frente àquelas que sempre irão figurar no topo das maravilhas do mundo. O ônibus deixa o restaurante, vira esquina e lá estão elas, a dois quarteirões de distância. Durante duas horas, percorremos Quéops, Quéfren, Miquerinos e a “misteriosa Esfinge” (o adjetivo “misteriosa” é praticamente inerente) e o tempo todo você fica se perguntando como os gigantescos blocos de pedra foram postos simetricamente um sobre o outro. Dever piramidal cumprido, era hora de regressarmos a Alexandria, já que o navio iria zarpar às 21 horas.