“Vim pra cá a passeio, conheci uma Gabriela e nunca mais voltei”, esse é o resumo da história do jornalista carioca Gerson Marques, um dos responsáveis por criar uma das práticas turísticas mais interessantes de Ilhéus: a visita às fazendas de cacau.
Depois de deixar o Rio de Janeiro para trás e adotar a Bahia como seu estado, Gerson virou fazendeiro, melhor dizendo, dono dos chamados “frutos de ouro”. Há quatro anos, surgiu a ideia de mostrar aos turistas os mais de 35 mil pés de cacau plantados e contar um pouco da história do fruto que dá origem ao chocolate.
Na visita à fazenda Yrerê (R$ 15 por pessoa), localizada às margens do Rio Cachoeira, o guia cacaueiro José Antonio dos Santos conta tudo sobre o fruto e deixa o turista colher a fruta no pé, abrir e até provar o sabor das amêndoas do cacau. Aliás, depois de sentir o gosto azedinho da fruta, fica difícil acreditar que é dali que vem o chocolate. Mas a transformação é como mágica, basta aquela amêndoa secar no sol e pronto: ela já tem cor e cheiro dos mais irresistíveis bombons caseiros.
E por falar nessa delícia unânime, comer chocolate em Ilhéus é uma experiência obrigatória. As barrinhas vendidas em chocolaterias e mercados de artesanatos da cidade têm um sabor bem diferente. Isso porque esse doce ilheense é feito somente com o cacau (98%) e açúcar mascavo (2%) – sem qualquer gordura. Não é à toa que os guias de viagens gostam de repetir a piadinha: “O chocolate de Ilhéus não engorda. Quem engorda é quem come!”.
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