Turismo

Ao pé e no topo das montanhas

Marcela Campos
12/01/2014 02:06
Não dá para visitar o Canadá no inverno e voltar ao Brasil sem ter conhecido um resort de esqui. A viagem perde muito da sua graça. A partir de Vancouver, o turista está a menos de duas horas de um conhecido destino dos praticantes de esportes na neve: a agitada Whistler, cidade-estância com 10 mil habitantes, localizada na base das montanhas Whistler e Blackcomb.
A 127 quilômetros ao norte de Vancouver, Whistler foi uma das sedes das Olimpíadas de Inverno de 2010. Para chegar lá de carro ou ônibus, basta seguir pela Rodovia 99, também conhecida como Sea to Sky Highway. O trajeto oferece uma vista privilegiada, tanto das Montanhas Costeiras da Colúmbia Britânica, quanto das águas calmas do Oceano Pacífico. Também há um ônibus diário a partir do Aeroporto Internacional de Vancouver e do centro da cidade.
É possível andar por todo o centro de Whistler a pé, a partir de vias só para pedestres que ligam lojas, bares, hotéis e restaurantes. Além disso, os visitantes podem sair direto da porta do hotel ou da loja de aluguel de esquis para pegar o teleférico rumo ao topo das montanhas e descer esquiando de volta até a vila.
A cidade também oferece o snowboard, uma mistura de esqui com skate (ou surfe). A ideia é deslizar pela montanha coberta de neve com uma única prancha presa aos pés. Outra opção é o passeio de gôndola entre os picos das montanhas Whistler e Blackcomb, uma distância de 4,4 km percorrida em 11 minutos.
Banff
Se em Whistler o resort fica ao pé da montanha, perto da cidade de Banff, na província de Alberta, há uma estrutura completa no alto da serra, facilitando muito a prática de esportes de neve. Localizado dentro do Parque Nacional de Banff, o Sunshine Village Ski and Snowboard Resort é o único hotel do Canadá que fica no topo das montanhas, a 2 mil metros de altitude. O praticante de esqui e snowboard têm as pistas à disposição assim que abrem a porta do hotel. Ainda em Banff, há o The Lake Louise Ski Resort, um dos maiores resorts de esqui da América do Norte.
Outro passeio que vale a pena é a caminhada no gelo dentro do Johnston Canyon. A experiência sai por cerca de C$ 60, incluindo o transporte até o canyon, o acompanhamento de um guia e o equipamento que vai garantir mais segurança durante a atividade. Para não escorregar, o visitante recebe uma espécie de chinelo com pequenos ganchos na sola e que deve ser encaixado no sapato. Somados os trajetos de ida e volta, são 5,2 km de caminhada, com belas paisagens de quedas d’água e rios congelados, além de uma caverna.
Ladeira abaixo
Não é preciso ser “pro” (é assim que eles se referem aos profissionais) para se divertir em um resort de esqui. Há pistas para iniciantes, enquanto as mais inclinadas e com maior grau de dificuldade são reservadas aos experientes. Quem nunca esquiou, vai começar mesmo é numa superfície plana e, antes de deslizar, terá de aprender técnicas básicas de posicionamento do corpo, além de formas mais fáceis de carregar e andar com toda a parafernália que a modalidade exige.
Em primeiro lugar, há as pesadas – e, no começo, desconfortáveis – botas de esquiar, que devem ser presas no esqui. Também é preciso ter dois bastões e um capacete.
Uma das primeiras coisas que se aprende é a frear, abrindo as penas e virando os pés para dentro, deixando os esquis em formato de triângulo, mas sem cruzá-los. Para ajudar os iniciantes a chegar ao topo da pista existe uma esteira rolante (magic carpet). O ideal é fazer pelo menos três horas de aula, para ganhar confiança, antes de se arriscar sozinho. Depois de tudo isso, a dica é uma só: perder o medo e se jogar!