No Chile, as cicloturistas Priscila e Chica pedalaram em direção ao vulcão Villarica, que se exibe no horizonte com seus 2.840 metros e cume nevado.
Vulcões, vulcões e mais vulcões. O Chile é repleto deles: são mais de 2 mil. Isso foi descoberto pelas aventureiras paranaenses logo ao entrarem em território chileno. Depois de atravessarem o lago Piriheuico, elas pedalaram em direção ao imponente vulcão Villarica. Para saber o caminho, era só olhar para cima, uma vez que se enxerga o vulcão por todo o percurso. Passadas as pequenas localidades de Coñaripe e Lican Ray, chegaram à cidade de Villarica e, da beira do lago, puderam então ver o vulcão por completo. “É impressionante. Ainda ativo, ele fica expelindo fumaça pela sua cratera”, descreve Chica.
O hipnotismo exercido pelo vulcão sobre as aventureiras foi tanto que elas resolveram subi-lo a pé. No dia seguinte, bem cedo, lá estavam as duas, galgando cada um dos 2.840 metros do Villarica, caminhando sobre pedras, terra e gelo. Cinco horas mais tarde chegavam à cratera, de onde puderam ouvir o barulho da lava e sentir o forte cheiro de enxofre. O trekking ao topo do vulcão sai de Pucón, uma cidade próxima, e custa cerca de US$ 65 por pessoa.
Chica e Priscila, no parque que abriga o imenso vulcão Lanin.
Depois da experiência no cume do Villarica, passaram a pedalar de volta para a Argentina, por campos e fazendas repletos de pêssegos e amoras. De repente, surge no horizonte o gigantesco vulcão Lanin, com 3.717 metros de altura. “Acampamos em Tromén, aos pés do vulcão. Foi a noite mais fria da viagem. Fizemos uma fogueira, assamos pinhão e tomamos vinho em companhia de um casal holandês que também percorria a Patagônia de bicicleta”, lembra-se Priscila.
Dali, retornaram à Argentina pelo Passo Mamuil Malal. De acordo com as viajantes, foi o melhor trecho de pedalada, com asfalto novo. Tanto que percorreram 70 quilômetros em um único dia. Em San Martín de los Andes pegaram um ônibus de volta a Bariloche, onde voltaram a pedalar pelo Circuito Chico, um trajeto de 40 quilômetros nos arredores da cidade, para fechar a viagem com chave de ouro.