Turismo

Cenários atraentes convidam para o lazer programado

Guilherme Voitch - O jornalista viajou a convite de TAM Linhas Aéreas e da Secretaria de Turismo de Natal
08/06/2006 22:32
Os roteiros turísticos brasileiros costumam se dividir entre o conforto dos pacotes, com sua organização e comodidade, e a aventura das viagens de mochileiros, com paisagens paradisíacas, pouca gente, muito improviso e pouco luxo. Natal, no rio Grande do Norte é uma das cidades do Brasil que melhor agrega essas duas espécies de turismo. A cidade vem vivendo um processo bem equilibrado de fortificação da indústria do turismo. Reservou uma parte nobre e central para a rede hoteleira, a via costeira; conta com um bairro especialmente voltado aos turistas, com bons restaurantes, bares e danceterias – Ponta Negra – e tem cuidado e remodelado suas atrações históricas – como o supermercado do Artesanato e o Mercado Municipal.
A consolidação dessa estrutura, pelo menos até o momento, não influenciou duas das características natas da capital potiguar: a beleza da cidade e a receptividade dos natalenses.
As opções de praias vão das mais movimentadas e centrais, como a praia de Areia Preta (chamada pelos soldados americanos que serviram na cidade durante a 2.º Guerra Mundial de Miami Beach) e a Praia dos Artistas, que servia de parada obrigatória para as celebridades que visitavam a cidade. Mas é no litoral norte que estão algumas das mais belas praias do Brasil. Foi nas areias de Jacumã e Ganipabú que foram gravadas as novelas O Clone e Tieta.
Apesar serem destino obrigatório de quem vai a Natal, o litoral permanece selvagem e belo. Só entram na região os poucos moradores, os turistas acompanhados dos guias bugueiros e os comerciantes autorizados pela prefeitura.
O resultado é uma trilha de horas, em que o turista e seu bugue parecem ser os donos de todo lugar. “As pessoas se sentem como reis”, diz a guia Regina Coele.
A sensação de dono do mundo só é quebrada em um dos pontos de parada no bugue, quando se vê que não se está só na paisagem paradisíaca.
Nas paradas, a opção é pousar para a foto montando um dromedário; descer as dunas nas duas modalidades esportivas típicas da região, o skybunda e o aerobunda; mergulhar entre os peixes na Lagoa de Pitangui e tomar o ula-ula (drink de abacaxi com ou sem vodka, típico da região) na barraca do Irmão, Adevanir do Nascimento, na praia do Graçandu.
Sem a mesma intensidade dos paredões de areia do litoral do norte, o litoral de sul de Natal destaca-se pela beleza e exotismo.
É na parte sul da capital potiguar, na praia de Pirangi do Norte, que está o maior cajueiro do mundo. A árvore cobre uma área de aproximadamente 75 mil metros quadrados. O cajueiro é resultado de uma anomalia genética, mas, o mais receoso e ecologicamente correto turista não precisa se preocupar. Não há nada de errado com os cajus do maior cajueiro do mundo. Ao redor do cajueiro, inclusive, há uma série de produtos relacionados à árvore: artesanato, caju caramelizado, pinga e licor de caju.
Ainda em Pirangi do Norte está a Marina Badauê, onde os barcos levam o turista a mergulhar nas águas limpas e mornas das praias de Búzios, Pirangi do Sul e Cotovelo.
De dentro do barco, o turista pode ver a dança dos golfinhos que passeiam pela costa e do outro lado a imponente Barreira do Inferno – uma formação rochosa que antigamente assustava os pescadores locais pela forte coloração vermelha. Toda essa série de passeios pode ser feita a partir dos grandiosos hotéis da Via Costeira, como dos simpáticos albergues da Ponta Negra. Gastando-se de R$ 30 a R$ 300. Independente da escolha porém, o natalense conseguiu juntar simpatia e profissionalismo.