O intercâmbio no exterior, que até pouco tempo era considerado um privilégio para famílias de classe alta, vai aos pouco se tornando uma realidade dentro da classe média brasileira. Enviar um filho para morar e estudar fora do país não é mais algo inviável do ponto de vista financeiro. Quem garante é Celso Takahashi, diretor da Central de Intercâmbio (CI) de Curitiba. “O momento econômico brasileiro, com o real em alta, é propício para quem pretende enviar os filhos para estudar numa escola nos Estados Unidos.”
Grupo da CI que embarcou neste ano para a Oceania
O programa pode ser feito em um semestre ou um ano, e oferece diversos benefícios ao estudante, que não apenas volta ao Brasil com o inglês fluente, mas também com mais maturidade e autoconfiança. Ao se ver longe dos pais e amigos, tendo de cuidar de si e do seu próprio dinheiro, o jovem conquista independência, deixa a timidez de lado e desenvolve segurança para enfrentar o mundo de uma nova maneira. Isso sem contar a experiência internacional que o programa proporciona.
A CI oferece o programa de high school (colegial) nos EUA, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Holanda, Canadá, Austrália, Irlanda, Nova Zelândia, Itália, França e Suíça.
As escolas
Mônica de Oliveira, diretora educacional e sócia de Celso na CI, chama atenção para a qualidade das escolas internacionais, explicando que todas, sem exceção, são reconhecidas pela qualidade e seriedade nesse tipo de programa, que é voltado para estudantes de 14 a 18 anos. “É importante esclarecer que depois que o intercambista volta ao Brasil ele não perde o ano letivo, pois existe uma convalidação junto ao Ministério da Educação. O aluno faz as provas das disciplinas ‘perdidas’ no momento que ficou no exterior e continua seu ano letivo normalmente”, lembra. Quem deseja embarcar em julho de 2007 precisa escolher o país e se inscrever o mais cedo possível, para que haja tempo suficiente de acertar todos os detalhes.
Segundo Mônica, sendo a adolescência uma fase de profundas transformações comportamentais, é preciso que o jovem possua maturidade psicológica para enfrentar a mudança. Sendo assim, no Paraná, os jovens que optam por um intercâmbio cultural têm a possibilidade do acompanhamento psicológico com um profissional da área, no pré-embarque, durante a permanência, e no retorno. De acordo com a diretora educacional da CI, esse acompanhamento na preparação de adolescentes intercambistas é essencial. “Nossa proposta principal é proporcionar ao jovem a possibilidade de usufruir de todas as vantagens de um intercâmbio cultural, além de maior segurança aos pais que ficam”, garante.
Treinamento
O treinamento oferecido pela CI em Curitiba divide-se em três etapas: pré-embarque, estadia/acompanhamento e retorno/readaptação. A primeira consiste em conhecer e analisar todos os momentos do intercâmbio, adaptação, relacionamento com a família hospedeira, o dia-a-dia na escola e as diferenças culturais que possam afetar o intercambista. A segunda é o apoio diário, via e-mail, durante a estadia tanto para o jovem como para seus pais, e a última avalia a experiência de cada um.
Serviço: Central de Intercâmbio: Av. Batel, 1.398 e Rua Dr. Faivre, 420 lj. 10 – fones (41) 3342-3032 e (41) 3264-4042; e-mails curitiba@ci.com.br ou faivre@ci.com.br.