Em cidades como Londres, Paris, Moscou, Nova York, Vancouver, Amsterdã, Estocolmo e Copenhague, os sistemas de transporte são mais do que meios de locomoção. Eficientes, seguros e bonitos, eles próprios, uma atração turística. Em Moscou e Buenos Aires, por exemplo, as estações de metrô, entre as mais antigas do mundo, já valem a viagem.
A escolha do meio de transporte mais adequado ao destino deve fazer parte do planejamento de uma viagem. O modal vai interferir no tempo de deslocamento e no custo do passeio. Em cidades menores, como Amsterdã, por exemplo, a bicicleta é a melhor maneira de conhecer o lugar. O mesmo acontece em Copenhague. Em Buenos Aires, La Paz e Nova Délhi, uma corrida de táxi dificilmente vai custar mais de R$ 20. Por outro lado, em Zurique, na Suíça, o taxímetro nem é ligado pelo mesmo valor.
Pesquisa
De acordo com a professora Jasmine Cardozo Moreira, do curso de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, uma boa pesquisa vai ajudar a descobrir o meio de transporte mais adequado, popular e econômico. “Em Oslo, grande parte das atrações estão perto uma das outras. Só vale a pena pegar o metrô se for para se deslocar até pontos mais distantes do centro da cidade. Melhor caminhar do que gastar quase R$ 10 no tíquete”, afirma.
O relevo, o urbanismo e o tamanho da cidade são fatores que determinam qual meio de transporte usar. No caso dos centros turísticos mais populares e estruturados, a escolha entre bicicleta, andar a pé ou tomar o metrô deve ser feita com base na distância até o destino desejado, com o tempo disponível para o deslocamento e a quantia de dinheiro que se pretende gastar.
Se por um lado existem destinos com excelentes meios de transporte, em outros, principalmente em alguns países da África, Ásia e América Central, ônibus velhos, trânsito caótico e mal sinalizado, além de taxistas pouco confiáveis, podem estragar uma viagem. Nesses casos, as informações de quem já esteve no local, ou de um agente de viagens, serão fundamentais antes de desembarcar em Bangladesh, Quênia ou Serra Leoa, por exemplo.
Economia
Nas grandes capitais da Europa e América do Norte, dificilmente é necessário alugar um carro. O transporte coletivo é eficiente. Trens, bondes, metrôs e ônibus, em geral, são pontuais e integrados. No entanto, os diferentes sistemas não são tão baratos, e muitas vezes, confusos. O metrô de Londres, por exemplo, tem 275 estações, e a passagem custa R$ 5,60. É fácil perder e o ponto certo de desembarque. “Todas as grandes cidades têm sites que ajudam o visitante a planejar os itinerários. Para evitar que o turista se perca na hora de visitar os atrativos, algumas cidades estão utilizando aplicativos para smartphone com todas as informações”, explica Jasmine Moreira.
Para pagar menos e usar todos os modais – trem, VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), metrô e ônibus – a dica é comprar passes específicos para deslocamento. Cada país tem o seu. Na capital londrina, o Oyster Card garante descontos de até 50% nas passagens, dependendo do horário da viagem. O usuário compra o cartão por 3 libras e recarrega pelo valor que quiser. No site do Transport for London, há uma ferramenta que ajuda a fazer esse planejamento a partir dos endereços de partida e destino.
Em Paris é a mesma coisa. O tíquete avulso, comprado nas estações, custa 1,70 euros. Mas é possível adquirir pacotes de passagens com diversas opções de deslocamento. O cartão Navigo Découverte, por exemplo, custa 18,35 euros por semana e permite o uso ilimitado do transporte público entre áreas urbanas pré-definidas. A maior parte das atrações parisienses está nas zonas 1 e 2. Para fazer o Navigo é necessário apenas uma foto. As carteiras são emitidas na hora, em qualquer estação de metrô. Há ainda alternativas que combinam tíquetes e descontos em entradas de museu, como o Visit Paris, a 25 euros, válido por cinco dias.
Nos Estados Unidos e Europa, não é preciso apresentar a passagem para entrar nos ônibus e metrôs. No entanto, todos os usuários podem ser abordados por um fiscal e a falta do bilhete pode render multa e até prisão.
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