O Zoo Lujan foi inaugurado em novembro de 1994, com a proposta de aproximar humanos e animais. A ideia começou com a simpatia do dono do local por felinos. Ele era empregado de um zoológico convencional, que existia no mesmo terreno. Com a desistência do antigo dono em manter o negócio, herdou a área, dois leões e alguns macacos. Aos poucos, novos animais foram nascendo ali mesmo e outros, apreendidos ou de circos e de zoológicos extintos, foram doados ao Zoo Lujan. Atualmente, o lugar tem cerca de 100 felinos, entre leões, tigres e pumas, além de cervos, ursos, elefantes, dromedários, coelhos, tartarugas, um leão-marinho e diversas aves.
Os animais, desde o nascimento, passam por um processo de socialização. Eles convivem com cachorros, de todas as idades, para aprender a brincar sem machucar. Além disso, a alimentação é regrada e farta. “Assim como nós aprendemos que tem uma hora certa do dia e algumas coisas que comemos e outras não, os animais também. Eles não veem os outros bichos como alimento”, explica Alejandra Musumano, guia do local.
Quem trabalha lá – são cerca de 50 empregados, que moram dentro do terreno do zoológico – tem de gostar especialmente dos bichos. “Estamos em contato com eles o tempo todo, vemos eles nascerem e crescerem. Temos que gostar deles para trabalhar aqui”, comenta Laura Rios, uma das tratadoras dos filhotes dos felinos.
O projeto do Zoo Lujan é familiar e simples. O local tem infraestrutura básica, sem sofisticação, e toda a renda é oriunda da bilheteria. A média de visitas é de 100 pessoas de segunda a sexta e cerca de três mil durante os fins de semana.
Para chegar até o zoo, a opção mais barata é ir de ônibus – a viagem dura cerca de duas horas. No verão, antes de entrar, vale a pena conferir se o ar-condicionado do veículo funciona, porque a lotação máxima não é respeitada. A passagem custa 10 pesos argentinos e é preciso comprar a ida e a volta. O ônibus que vai para Lujan sai de um ponto em frente ao zoológico de Buenos Aires, na Praça Itália. Há micro-ônibus e vans que também fazem o trajeto, que podem ser contratados diretamente em agências de viagens, na capital portenha.
Taxistas também trafegam no Acesso Oeste, até o quilômetro 58, onde está o zoológico e a indicação é negociar o valor com o motorista, antes de fazer o trajeto.
Serviço
Zoo Lujan, a 60 quiolômetros de Buenos Aires. Ingressos a partir de 20 pesos (por pessoa, em grupos escolares) a 100 pesos, para estrangeiros. Informações no site www.zoolujan.com
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