Turismo
No começo da viagem, ainda no Paraná, passamos por Pato Branco e por uma cidade chamada Dionísio Cerqueira – na divisa com a Argentina. Mas só fomos dormir na cidade argentina de San Inácio, a 900 quilômetros da capital paranaense. Na manhã seguinte, passamos por Resistência e pegamos várias longas retas de 100 quilômetros cada uma. Durante o percurso, paramos na Província de S. Pena e San Salvador de Jujuy, na localidade de Maimara. Lá descansamos, conhecemos toda a região e partimos para a Ruta 52 – estrada na qual atingimos 4.170 metros acima do nível do mar.
Depois de três dias de viagem, cruzamos a divisa entre a Argentina e o Chile, rumo a San Pedro do Atacama. Passada a fronteira, pegamos uma temperatura de 43 Cº no deserto, mas, de repente, chegamos a uma altura de 4.735 metros e a temperatura mudou radicalmente. De 43 Cº passamos para 8 abaixo de zero. Nesse momento, encaramos uma nevasca com ventos de mais de 100 km/h. Mas isso foi só até descer o morro, quando a temperatura voltou a subir e ficar por volta dos 40 Cº.
Já em San Pedro do Atacama, em pleno deserto, ficamos por quatro dias conhecendo as belezas do local.
O Atacama é o menor, porém mais árido deserto do mundo – sua umidade não chega a 20%.
Depois de San Pedro, seguimos viagem, passando por Calama – cidade em que o Paraná Clube jogou sua primeira partida na Libertadores, este ano. Em seguida, descemos todo litoral chileno beirando o Oceano Pacífico. Em Antofagasta, paramos na escultura Mão do Deserto e fomos dormir em Chañaral.
No Chile existem 150 vulcões ativos e tive a oportunidade de conhecer alguns deles. Majestosos e imponentes, os vulcões fazem a gente se sentir pequeno e indefeso diante de tamanho poder. Outra maravilha natural são as salinas. Nelas, o litro de água pesa exatamente 1.750 gramas. Ou seja, com tamanha densidade, não é preciso nem saber nadar para se jogar na água, pois nem querendo você consegue afundar.
As paisagens chilenas são deslumbrantes, com montanhas gigantescas cobertas de neve, retas intermináveis, desertos de sal (salinas), cactos e vulcões. Já as cidades do interior do Chile são paupérrimas, algumas nem têm asfalto, mas emanam um charme que não sei de onde vem.
Após dormir em Chañaral, acordamos cedo para continuar a viagem pela costa chilena. Preferimos viajar sempre pela manhã, pois a temperatura é mais amena – a partir da 11 horas os termômetros chegam a 43 graus. Passamos por Copiapó, Vallenar, La Serena – onde começamos a ver um pouco de verde novamente – e ficamos na cidade de Los Vilos. De lá, fomos por Lay Lay e Los Andes, trecho onde existe uma estrada chamada de Los Caracoles que é fantástica. O cenário por lá é composto por picos cobertos com neve, de onde descem quantidades imensas de água (neve derretida). Nesse ponto começou nosso retorno.
Disso tudo tirei uma lição: sonhar é para todos, realizar um sonho é uma virtude.
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