Turismo

Escola Bauhaus cobra 40 euros por noite

Da redação
31/10/2013 02:02
Nos anos de 1920 a 1930, Dessau, no leste da Ale­­manha, tornou-se referência para os fãs da arquitetura modernista: foi lá que a Bauhaus, escola alemã de arquitetura, arte e design, envolveu os movimentos de inovação relacionados ao racionalismo e funcionalismo. Agora, a famosa escola vai abrir seus quartos e oferecer aos turistas a oportunidade de ficar em um antigo reduto estudantil, por 40 euros o pernoite em acomodações duplas.
O prédio da Bauhaus, projetado por Walter Gropius e concluído em 1926 como “manifesto built” da escola, tinha sido abandonado por 40 anos, desde o fim da guerra. Após a queda do Muro de Berlim, foi cuidadosamente restaurado e aberto ao público, primeiro, como um museu, e agora, como um hostel, oferecendo cama e café da manhã.
A ideia é reconstruir a rotina diária de um aluno da escola como era há 90 anos, com banheiros coletivos e um restaurante comum. Os visitantes permanecem em Prellerhaus ou no estúdio Building, a estrutura projetada por Groupius, diretor da escola, e que recebeu alguns dos maiores artistas e arquitetos do século 20, como José e Anni Albers, Marcel Breuer e Hannes Meyer.
Todos os quartos foram restaurados por meio de fotografias. Fiel à Bauhaus, os quartos são simples e de pouco luxo, mas cheios de luz natural, graças às grandes janelas. Os quartos estão equipados com mesas e cadeiras de Marcel Breuer, de aço dobrado, recordando as varandas salientes das obras de Gropius. Cinco quartos vão custar 60 euros por noite, pois pertenceram aos mais ilustres moradores da escola. Três desses, classificados como suítes, foram personalizados com móveis feitos sob medida, concebidos por seus antigos inquilinos, incluindo Joseph Albers e os arquitetos Franz Ehrlich e Alfred Arndt.
História
A Bauhaus foi um momento crucial na discussão sobre a relação entre tecnologia e cultura do século 20. A escola foi fundada na cidade de Weimar, em 1919, por Walter Gropius, que queria levar arte-educação para fora das academias, no mundo moderno, e abolir a distinção tradicional entre artistas e artesãos. Na Bauhaus, os alunos eram aprendizes e os professores, mestres. Com professores de diferentes nacionalidades, formaram importantes figuras da cultura europeia e da experiência de aprendizagem da instituição, que afetou profundamente o ensino de arte e arquitetura até hoje. A escola parou suas atividades com o advento do nazismo.