Os Jardins de Monet ficam a 60 quilômetros de Paris, em Giverny, onde o pintor impressionista viveu. Quem visita a região entre o final de outono e início de inverno não consegue fazer o passeio, uma vez que os jardins só ficam abertos entre 1º de abril e 1º de novembro. O período ideal é maio, auge da primavera europeia e do jardim cultivado pelo artista nos 40 anos em que viveu na casa que, até hoje, é o coração da vila.
Descrever a profusão de cores e os perfumes é uma das tarefas mais difíceis, ainda mais para quem não domina tintas e pincéis, como os mestres impressionistas. Encantamento é pouco e não faltam expressões que o traduzam diante das paisagens coloridas: “Olha essa! Olha aquela! Nunca vi igual!”. O visitante passa o tempo inteiro dizendo isso.
Dá para entender a inspiração do pintor, o autor de Nenúfares, um de seus mais valiosos quadros. Monet se estabeleceu no lugar, então abandonado, em 1883. Até sua morte, em 1926, o artista e jardineiro viveu ali, onde recebia amigos e admiradores.
A não ser no preservado interior da maison, onde não se pode fotografar nem demorar muito nos cômodos (ainda que não haja nenhum tipo de pressão indelicada), no jardim a circulação é livre e pode-se permanecer o tempo necessário para sentar, observar e ouvir o coaxar das rãs e os pássaros, além de desfrutar daquela explosão de cores. O deslumbramento supera todas as expectativas.
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