O Hotel da Bahia está para Salvador assim como o Copacabana Palace está para o Rio de Janeiro: um símbolo de sofisticação e glamour. Construído no final dos anos 40 pelo então governador Octávio Mangabeira, o hotel, o primeiro cinco estrelas do estado, marcou a história da sociedade soteropolitana.
Casamentos, luas de mel, bailes de debutantes. Entre os anos de 1950 e 1970 (quando foi repassado para iniciativa privada), todos os grandes eventos eram realizados nos imponentes salões projetados por Diógenes Rebouças, arquiteto modernista responsável pelo antigo estádio da Fonte Nova e pelo prédio da Escola de Arquitetura da Bahia.
Em 2010, o imóvel foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural e comprado pelo grupo GJP Hotels & Resorts, do empresário Guilherme Paulus. Depois de três anos e R$ 100 milhões em investimentos, o hotel reabriu para receber turistas.
Traços modernistas
Responsáveis pelo projeto da fachada, os arquitetos baianos André Sá e Chico Mota quiseram resgatar a arquitetura original do prédio. E o mesmo aconteceu com o interior, confiado ao escritório Foguel Reis Sá Arquitetura.
A reforma manteve intactas as obras de arte originais. Algumas exigiram restauração, como o painel do pintor e tapeceiro baiano Genaro de Carvalho (1926-1971), que fica no restaurante Genaro, o painel de concreto em alto relevo de Carybé (1911-1997), que circunda a área da recepção, a bela escultura em forma de árvore, de Tatti Moreno, que protege a escada externa, além de obras de Julio Espinozo e dos azulejos decorados da fachada. As obras, avaliadas em R$ 1,6 milhão, são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) desde 1981. Ao todo, são 350 trabalhos distribuídos no prédio.
Quem entra no hotel tem a sensação de estar nos anos de 1950, 1960. Todos os móveis – embora novos – têm traços e design da época, das poltronas às mesas, das camas à iluminação.
Hotel
Operando em soft openning desde março, o novo hotel tem 284 apartamentos e 16 suítes. As diárias vão de R$ 360 a R$ 2.560, na suíte presidencial. Sob os cuidados da bandeira Sheraton, da rede Starwood Hotels & Resorts Worldwide, uma das maiores do mundo, Guilherme Paulus afirma que empreendimento, rebatizado de Sheraton da Bahia Hotel, será um dos melhores do país.
Detentora de 70 hotéis que operam em 13 estados brasileiros e um desenvolvimento que prevê cinco mil apartamentos até 2015, a rede GJP registrou, no ano passado, faturamento de R$ 100 milhões e espera atingir R$ 150 milhões este ano – R$ 40 milhões dos quais já registrados no primeiro trimestre.
O jornalista viajou a convite da GJP Hotels & Resorts
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