Vista do alto, Lisboa é um grande mosaico de telhados vermelhos. O centro histórico é um labirinto de ruas e vielas, que reservam uma surpresa a cada esquina: de um romântico restaurante instalado atrás de uma portinhola a uma monumental igreja centenária. A cidade possui um riquíssimo patrimônio histórico, museus, restaurantes, com ruas lotadas de gente, sons, imagens, aromas e sabores.
Um dos passeios interessantes é caminhar pelo centro histórico da cidade, onde há dezenas de atrações em poucos quilômetros. Vale lembrar que Lisboa é construída sobre colinas, o que significa uma série de subidas, descidas e a exigência de um certo preparo físico. Para quem encara o passeio, um bom ponto de partida é a Praça do Comércio, também conhecida como Terreiro do Paço. Ali ergue-se o Arco da Rua Augusta, uma torre que, aberta ao público como mirante em 2013, propicia uma vista panorâmica da cidade. Lá de cima, dá para apreciar a grandeza do Rio Tejo e o casario que circunda museus e monumentos.
Antes de subidas e descidas, uma pausa para o lanche ou refeição pode ser no tradicional café-restaurante Martinho da Arcada. Fundado em 1782, o estabelecimento fica de frente para a praça e conserva um irresistível ar de nostalgia. No cardápio, pratos típicos, como o bacalhau e vários outros tipos de peixe, acompanhados por vinhos portugueses. O local já foi frequentado por figuras ilustres, como o poeta Fernando Pessoa, que é homenageado na decoração e com uma mesa dedicada ao escritor.
Depois de comer, ainda na atmosfera de Pessoa, vale fazer uma caminhada pelo Chiado, bairro comercial que reúne lojas, bares e restaurantes, e onde fica a casa em que o poeta nasceu.
A partir do elevador de Santa Justa, torre de 45 metros de altura que serve como mirante e transporte público da cidade, pode-se contemplar as ruínas do Convento do Carmo, monumento que é cicatriz do terremoto de 1755, que devastou a capital portuguesa.
Rumo ao topo da colina, chega-se ao sólido e imponente Castelo de São Jorge. A entrada custa 7,5 euros e permite a exploração do lugar, como subir nas torres e muralhas e ter uma vista ainda mais completa da cidade.
Na saída do castelo, o bairro Alfama convida para uma descida bucólica por ruas estreitas e repletas de romantismo. A cada esquina, uma nova descoberta: antigos casarões, fachadas históricas e pequenos restaurantes que se escondem entre as vielas. No mês de junho, o bairro recebe a festa do dia de Santo Antônio, o que faz com que ruas e casas sejam decoradas com festões coloridos, luzes e bandeirolas.
Para os amantes de música, uma visita indicada é o Museu do Fado, aberto em 1998. A casa abriga a história do ritmo mais tradicional de Portugal, das raízes até a nova geração de cantores. Ali estão quadros famosos e instrumentos utilizados nas canções, que acompanham o visitante pelo audioguia.
Depois de ver lugares históricos in loco, vale conhecer uma das mais recentes atrações de Portugal, o Lisboa Story Centre. O museu usa um vasto aparato tecnológico para contar a história portuguesa. O passeio é repleto de interatividade e imersão, com um percurso que remonta o nascimento da nação e, por extensão, dos brasileiros. GASTRONOMIA
Vinho e bacalhau são os itens top de um cardápio tipicamente português. Mas há outras delícias que merecem um lugar de honra na lista de degustações do visitante. Muitas são repetidas em várias partes do mundo, mas ganham outro sabor em território luso.
O nome do pastel vem do bairro onde é produzido: Belém. A receita foi criada por monges do Mosteiro dos Jerônimos que, após terem os bens confiscados durante uma revolução, tiveram de começar a vender o doce para sobreviver. Em 1837 surge, próximo ao mosteiro, a fábrica Pastéis de Belém, que até hoje funciona no mesmo endereço: Rua de Belém, 84. Apenas cinco pessoas conhecem a receita original. Vários estabelecimentos da cidade vendem pastéis parecidos, chamados de pastéis de nata.
A receita é simples, mas o sabor, em contrapartida, é muito refinado. Em Nazaré, a 100 quilômetros da capital, está o que os locais chamam de “a melhor sardinha do mundo”. A vila costeira orgulha-se de seus pescados. Degustar o peixe fresco, recém-saído da brasa, é uma experiência gastronômica que encanta até os menos sensíveis às artes culinárias. O prato é servido em porções, com batatas cozidas e salada.
Dentro de grossas muralhas erguidas há muitos séculos, fica Óbidos, uma vila que preserva todo o charme de uma comunidade medieval. Também é o local de origem do licor de ginja, ou ginjinha, apelidado carinhoso de uma das bebidas mais típicas do país. A fruta é da família da cereja, mas com um gosto um pouco mais ácido. A bebida foi inventada por monges e a receita tornou-se pública somente no século 20. A versão industrializada pode ser encontrada no mundo todo, mas nada como provar o adocicado elixir em uma típica taberna com requintes medievais, em copinhos de chocolate, que são consumidos logo após a bebida.
VIZINHANÇA
A partir de Lisboa, o viajante pode fazer pequenas excursões, de um ou dois dias, nas cidades e logradouros especiais.
Portugal possui um rico patrimônio histórico-religioso. Entre os vários mosteiros que podem ser visitados, um dos mais significativos é o de Batalha. A construção, em estilo gótico, levou 200 anos. Começou no século 14, como celebração à vitória de Aljubarrota, em que o rei D. João I assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal. O mosteiro integra a lista de Patrimônios Mundiais da Unesco.
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O Mosteiro da Batalha possui uma área cuja construção nunca foi totalmente concluída. O Panteão de D. Duarte (acima), conhecido como Capelas Imperfeitas, começou a ser erguido em 1434, mas com a morte do rei e do arquiteto responsável, poucos anos depois, os trabalhos foram interrompidos. O lugar ainda passou por reformas e recebeu acabamentos ao longo dos anos, porém a abóbada central nunca chegou a ser construída.
Localizada na Região Oeste de Portugal, a tradicional vila de pescadores oferece diversão para toda a família. De um dia tranquilo na praia, em frente às centenas de casinhas brancas e telhados vermelhos, a uma aventura de surf radical sobre as enormes ondas da Praia do Norte. Entre as atrações de caráter religioso, destaca-se o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, situado no Sítio de Nazaré, bairro que fica na parte alta da cidade e de onde é possível apreciar toda a beleza do mar e da terra. Vale a pena experimentar a gastronomia local, rica em peixes e mariscos, sempre frescos e saborosos.
A poucos minutos do Centro Histórico de Lisboa, fica o Bairro de Belém, tradicional ponto de visitação turística da cidade. O bairro é o endereço de dois Patrimônios Mundiais da Humanidade: a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. À margem do Rio Tejo, a Torre, construída a partir de 1514, servia como proteção contra navios inimigos. Bem perto, situa-se o Mosteiro dos Jerónimos, com sua arquitetura marcante. O local encanta os visitantes pela grandiosidade e riqueza de detalhes e é um marco da prosperidade advinda dos descobrimentos, período em que foi construído. Quase ao lado do mosteiro, fica a confeitaria Pastéis de Belém. Com diversos pontos interessantes para visitação, é um bom lugar para se conhecer a pé.
A vila é cercada por aproximadamente 2 km de sólidas muralhas de pedra. A fortificação, tomada do domínio Mouro em 1.148, já foi ocupada por inúmeras rainhas, que fizeram melhorias e deixaram suas marcas ao longo dos séculos. Na rua principal, dezenas de comércios vendem artesanato, livros, frutas e pratos típicos da gastronomia local. O castelo foi transformado em uma pousada, com decoração sofisticada que promove um verdadeiro mergulho na cultura medieval. Além de ser a casa do licor de ginja, é onde são realizados diferentes eventos, como o Festival de Chocolate, o Mercado Medieval e a Vila de Natal, entre outros.
O lugar é considerado um dos grandes expoentes do Romantismo em Portugal. Localizado em Sintra, a 30 km de Lisboa, o palácio foi construído sobre as ruínas de um antigo mosteiro. A princípio, destinava-se a ser uma casa de verão para a família real. Entusiasmado com a construção, o rei Dom Fernando mandou vir espécies de plantas de várias partes do mundo, constituindo um dos mais importantes parques arbóreos de Portugal. O monumento passa por constantes restaurações e tem suas várias salas mobiliadas e decoradas como na época em que era habitado por monarcas