Para se chegar ao mar de Mangue Seco o ideal é alugar um buggy com motorista.
O povoado de Mangue Seco fica na Bahia, mas o melhor caminho para conhecer a terra de Tieta, é por Sergipe. A simplicidade dá um charme muito especial ao lugarejo. As poucas ruelas não têm calçamento; as casa baixas e coloridas, algumas transformadas em pousadas, revelam a tranqüilidade do povoado.
De Aracaju, são cerca de 70 quilômetros de asfalto pela rodovia SE-050, passando por uma balsa sobre o Rio Vaza Barris até o Porto Cavalo (município de Estância). Neste local é possível estacionar o carro e pegar a escuna pelo Rio Real, que leva até Mangue Seco. O povoado ganhou fama com a novela e o filme baseados na obra de Jorge Amado, Tieta do Agreste.
Zé do Baião tem seis esposas
Quem conta um pouco da história de Mangue Seco é dona Neusa Lima Ribeiro, do Restaurante e Pousada Asa Branca, que fica no vilarejo. Ela é também proprietária do outro restaurante que leva o mesmo nome, localizado na praia.
Mangue Seco tem pouco mais de 400 habitantes. Não fica à beira-mar, mas sim à beira da foz do Rio Real. Para se chegar ao mar, na praia que também se chama Mangue Seco, é preciso atravessar uma faixa de dunas, aproximadamente 1,5 quilômetro de areia muito fofa – a pé, gasta-se cerca de meia hora. O ideal é alugar no vilarejo um buggy com motorista. Há mais de vinte desses carros bons-de-areia fazendo constantemente o trajeto, através de trilhas invisíveis cujos segredos só os nativos dominam (nem tente imitá-los, porque você vai acabar com as rodas enterradas na areia). Você pode marcar a hora de ida e a de volta com o bugreiro, além de fazer um passeio pelas dunas – cerca de R$ 50 para 4 pessoas.
Mas lá não tem passeio com ou sem emoção, como ocorre nas dunas de Natal. Em Mangue Seco, as dunas não são altas. Mesmo no local onde tem uma pequena estrutura para deslizar de esquibunda ou esquiduna, não se tem alteração na adrenalina. A emoção está mesmo na paisagem.
No trecho mais perto da vila há alguns restaurantes com telhados de palha e redes penduradas, um irrecusável convite para após o banho de mar, a caranguejada e a capiroska, ficar entregue à brisa e ao dolce far niente, até a hora combinada com o bugreiro para o retorno.
O visitante deve ir a Mangue Seco preparado para uma estrutura turística rústica. No vilarejo há poucas pousadas e algumas são na base do abre-e-fecha. Todas elas porém, de uma rusticidade primária, o que aponta para um tipo de turismo mais alternativo. A melhor delas é a Pousada Asa Branca. A diária para casal custa cerca de R$ 300, com café da manhã e apartamento com ar-condicionado. É necessário reservar com antecedência na alta temporada.
Outra opção é passar apenas um dia no local. Para isso, as empresas de turismo de Aracaju cobram cerca R$ 55 por pessoa, incluindo o transporte e a escuna. O passeio de buggy e o almoço não estão inclusos.
Durante o trajeto – cerca de uma hora – pelo Rio Real até Mangue Seco, é possível conhecer a Ilha da Sogra e a Praia do Saco, uma das mais belas de Sergipe. É nessa praia que está localizada a mansão do ator Miguel Falabella (tem uma tabuleta de que está à venda).