O primeiro dia em Buenos Aires foi sensacional. Se Palermo é badalado à noite, durante o dia, é um bairro tipicamente portenho: cafés, cafés e cafés em todas as esquinas. Vale a pena sentar, perder uma meia hora para ler o jornal (mesmo que você não entenda) e comer Medialunas, uma versão local do croissants. Foi o que fiz, ontem pela manhã.
Minha aventura começou na praça Itália, onde fica o zoológico da cidade, e a estação de metrô. A caminhada do meu apartamento até lá durou meia-hora. Usei o tempo para observar os passeadores de cachorros, que ganham até U$ 100 por cão para passear com dezenas de bichos ao mesmo tempo. São vários, principalmente aqui em Palermo. O bairro também tem lojas de roupas e decoração. Diferentes escritórios de arquitetura e prédios antigos, construídos a partir de 1940 e 1950.
Transporte e turismo
O metrô é muito fácil de usar. A minha estação: Praça Itália, fica a alguns quilômetros do Centro. A passagem custa menos de R$ 1. Lotado (e dizem que não importa o horário), eu fui espremido até a estação Congresso. De lá, Casa Rosada, o famoso palácio presidencial,que atualmente é ocupado por Cristina Kirchner.
Nesta quinta-feira (6), o imponente prédio, Marco Zero de Buenos Aires, localizado na Praça de Maio, estava cercado de policiais. E a praça, lotada de manifestantes: mães que tiveram os filhos sequestrados e mortos durante a sangrenta Didatura (1976-1983); e veteranos da Guerra da Malvinas (1982), que provocou a morte de mais de 600 soldados e civis argentinos e ingleses.
A arquitetura centenária da região é fantástica, não é a toa que há décadas a cidade é conhecida como “Paris da América do Sul”. Prédios imponentes, teatros, faculdade, símbolos e praças, todos com influências europeias, cercam o lugar. Ao redor da praça há muitos edifícios que merecem uma visita como a Catedral – que guarda os restos de San Martín, herói da independência -, o Cabildo, sede do governo colonial.
Dali, eu parti para uma caminhada na Calle Florida, um elegante calçadão no centro de Buenos Aires, cheia de lojas, hippies na rua, dançarinos de tango e, infelizmente, alguns batedores de carteira. É preciso tomar muito cuidado, avisam os argentinos.
A poucas quadras dali, na esquina de Chile e Defensa, no bairro San Telmo (outro lugar que vale a pena ser visitado, antigo e charmoso), sentei ao lado de uma das personagens mais irônicas que o mundo conhece: a Mafalda. Criação do artista Quino, que vivia exatamente no prédio que fica nessa esquina, na época. Mafalda foi uma tirinha publicada entre os anos de 1964 e 1973, que deixou uma legião de fãs. Perto da estátua, existem lojinhas com souvenirs da Mafaldinha.
Alimentação Ontem (06) eu me joguei nas empanadas, um dos principais quitutes da Argentina. Vendidos a R$ 3 a unidade, as empanadas são do tipo caseiras, e servidas bem quentinhas. Aquele pastelzinho de forno recheado com carne temperada, frango, queijo e cebola, queijo com presunto, vai bem com refrigerante, cerveja de litro ou bons vinhos comprados no mercado a preços de banana.