Turismo

Meu destino, Minha Casa: Buenos Aires. Veja o primeiro dia do repórter como nativo

Gabriel Azevedo
06/06/2013 14:43
Minha aventura como “morador” de Buenos Aires começou ainda no aeroporto. Quando pousamos em Ezeiza, exatamente às 16h (como estava previsto), ônibus do Corpo de Bombeiros e viaturas da polícia cercaram o avião na pista. Enquanto eu, um legítimo medroso, achava que aquela cena se tratava apenas de um treinamento para pousos de emergência, a polícia cercou nosso avião e retirou os passageiros às pressas. Era uma ameaça de bomba.
O aeroporto fechou e todos os passageiros do voo 7496 da GOL foram colocados em dois ônibus que permaneceram na pista, inclusive a tripulação e o comandante. Todas as malas foram abertas, revistadas, e conferidas por cães farejadores. A bomba, que não foi localizada, fez que todos ali perdessem duas horas. Passei pela Imigração às 19h30. Mas o comandante da Polícia pediu desculpas pelo incoveniente.
A verdadeira chegada
Preocupado com o proprietário do imóvel, liguei diversas vezes para ele enquanto estava na pista para avisar que iria demorar quatro horas além do previsto. A ligação estava ruim, e não sei se a palavra “bomba” cairia bem naquele momento. Disse apenas que iria me atrasar, e Carlos disse que não tinha problemas. Meu táxi – reservando ainda em Curitiba – continuava me esperando no salão de desembarque.
O trajeto entre o Aeroporto Internacional de Ezeiza – o maior da Argentina -, e o meu apartamento, no bairro Palermo Soho, durou aproxidamente uma hora, e custou R$ 80. Em “casa”, fui recebido pelo Carlos com alfajores – doce típico argentino – e com um manual de instrução de como lidar com o pequeno apartamento, localizado em uma rua tranquila do bairro.
Com cerca de 60 m², minha casa em Buenos Aires tem sala, closet e quarto conjugados. Sensacional. A cozinha tem tudo: fogão, geladeira, cafeteira, torradeira, forno elétrico. O banheiro tem banheira de hidromassagem e a sala tem uma mesa para comer, trabalhar, e poltronas para assistir televisão. O apartamento também tem um pequeno closet com armário, ferro e tábua de passar roupa e um cofre eletrônico para guardar dinheiro e o passaporte. A cama é confortavel. E tudo, absolutamente tudo, é extremamente limpo.
A parte do apartamento que mais me chamou a atenção foi o jardim de inverno. Espaço, com poltronas confortáveis, é um convite para passar a manhã (como eu fiz hoje) tomando mate quente, observando as pessoas na rua, o comércio, e os carros.
Ontem, quando cheguei, o proprietário Carlos me mostrou como todos os aparelhos funcionavam e também me deu dicas sobre as chaves, sobre os pontos de ônibus e metrô, restaurantes, internet e me fez assinar dois contratos: um de locação, e outro me comprometendo a pagar qualquer dano que o apartamento sofrer no período que eu estiver aqui. Depois disso, ele oficialmente entregou as chaves e disse para eu ligar em caso de dúvidas em relação a qualquer coisa. Ele se mostrou muito solícito e foi muito educado.
Palermo Soho
Para jantar, fui explorar o bairro. Caminhei dez quadras até chegar numa das principais praças da cidade: a Praça Itália. O lugar é muito parecido com a Praça Espanha em Curitiba, mas é dez vezes maior, e totalmente ocupado. Restaurantes, cafés, bares, todos cheios. Pessoas na rua passeando com cachorro, arquitetos, estilistas, médicos, advogados. Loja da Lacoste, Nike, Calvin Klein, Tommy Hilfinger. É o bairro da moda e das pessoas “bacanas”.
Parei para jantar num restaurante mexicano. A comida estava excelente e tudo saiu por apenas R$ 50 reais. É bom lembrar que os argentinos jantam lá pelas 22h, 23h, todos os dias. É cultural.
Quinta-feira
Nesta quinta-feira (6), os planos, depois de conferir o site do TripAdvisor, são explorar a região mais turística da cidade: a Casa Rosada, o Caminito, a Praça de Maio, o Café Tortoni e a Calle Florida. Por aqui, nenhuma nuvem no céu azul e 8ºC de temperatura.
Amanhã, eu conto como foram as aventuras.
Projeto
A ideia do projeto “Meu destino, minha casa” é ensinar a planejar uma hospedagem desde o início. Para tornar a experiência mais marcante, optou-se por fugir do esquema de pacote turístico. Nada de hotéis. A ideia é viver como um morador local, e, para isso, nossa equipe ensina tudo: como locar um apartamento, saber dos passeios pretendidos, dicas de restaurantes, cafés e supermercados.
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