Herdeira da civilização persa, a República Islâmica do Irã é dona de tesouros fantásticos. Além de cidades muito bem urbanizadas, o turista encontra um grande número de mesquitas abertas à visitação e sítios arqueológicos belíssimos. E um detalhe importante: é um país absolutamente seguro, com índices de criminalidade muito próximos de zero.
O comércio iraniano é diversificado. Há de tudo e a preços convidativos. Entretanto, é muito difícil encontrar produtos de procedência norte-americana, em função do embargo imposto ao país em 1979. A medida, contudo, parece ter mais favorecido do que prejudicado os iranianos: o país tem uma forte relação comercial com a China, Hong Kong, Japão, Malásia, Cingapura, Indonésia, com países europeus e árabes. Aquilo que eles não importam, aprenderam a produzir. Uma sugestão: experimente as cervejas sem álcool com sabor de maçã, pêra, pêssego, uva e banana. Refrescam, são deliciosas e não embriagam.
Uma visita imperdível é às ruínas de Persépolis, cidade construída há 2.500 anos. Capital do Império Persa – que cobria uma vasta região que ia da Índia ao Egito – sua construção começou por iniciativa de Dario I em 516 a.C. e levou 120 anos. A destruição da cidade ocorreu em 331 a.C., sob as forças do conquistador Alexandre, o Grande.
“Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do Rei”. Os versos iniciais do poema do escritor pernambucano Manuel Bandeira, assumem, no Irã, dimensão material. Pasárgada está lá, palpável, erguida em pedra, a apenas 60 quilômetros ao norte de Persépolis. Arrasada pelos conquistadores vindos da Europa, as poucas colunas em pé e o túmulo de Ciro, o Grande, apenas sugerem a majestade de outrora.
As cidades iranianas são uma atração à parte. A capital do país, Teerã, é uma metrópole de sete milhões de habitantes, cercada por montanhas em que desponta o Monte Damavand. Belíssima, com edifícios modernos, mesquitas de tirar o fôlego e igrejas. Sim, igrejas, pois o Irã é um mosaico religioso, onde há comunidades cristãs, judaicas e zoroastristas, apesar de 98% da população ser muçulmana.
Shiraz fica a cerca de mil quilômetros da capital. Na entrada da cidade está o Portal do Alcorão, uma imponente construção, ricamente decorada e situada ao sopé da montanha, na qual um alto falante recita, ininterruptamente, trechos salmodiados do Livro Sagrado islâmico. Em Shiraz o visitante não pode deixar de visitar o túmulo de Hafez, um dos maiores poetas em língua persa de todos os tempos.
Em Isfahan, que fica a meio caminho de Shiraz, também ao Sul da capital, destacam-se as pontes que cruzam o rio Zoyandeh, construídas há séculos e sólidas até hoje. A Mesquita Azul de Isfahan, situada em uma das pontas da grande Praça do Imam, é um espetáculo imperdível.
Já Mashhad é uma metrópole situada no Nordeste do Irã, próxima da fronteira com o Turcomenistão. Sua principal atração é o Mausoléu do Imam Rida, um dos descendentes do Profeta Muhammad (Maomé). Em constante expansão, é tido como o maior complexo religioso de todo o Mundo Islâmico.
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