No total, existem 11 diferentes pantanais e, em cada um, o turista pode encontrar uma realidade. A região abrange áreas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Bolívia e do Paraguai. O de Miranda (cidade a cerca de 200 km de Campo Grande/ MS), por exemplo, é o mais indicado para se ver vida selvagem de perto.
“No Pantanal ninguém pode passar régua. Sobremuito quando chove. Régua é existidura de limite. E o Pantanal não tem limites.” As palavras de Manoel de Barros, poeta pantaneiro, podem muito bem ser o primeiro aviso para quem quer conhecer o Pantanal. Patrimônio Natural da Humanidade, o bioma tem a maior concentração de fauna do continente americano e é considerada a mais extensa área úmida continental do planeta. Faltam olhos para ver tudo o que há no Pantanal.
No total, existem 11 diferentes pantanais e, em cada um, o turista pode encontrar uma realidade. A região abrange áreas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Bolívia e do Paraguai. O de Miranda (cidade a cerca de 200 km de Campo Grande/ MS), por exemplo, é o mais indicado para se ver vida selvagem de perto.
No total, existem 11 diferentes pantanais e, em cada um, o turista pode encontrar uma realidade. A região abrange áreas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Bolívia e do Paraguai. O de Miranda (cidade a cerca de 200 km de Campo Grande/ MS), por exemplo, é o mais indicado para se ver vida selvagem de perto.
Nessa região, há opções de passeios oferecidos pelas pousadas que lembram os safáris africanos, feitos em veículos abertos para a observação de animais que estão à solta. Durante a aventura, é possível deparar com cenas inusitadas, como a observada por um grupo de turistas de um jacaré dando um “chega pra lá” num tuiuiú, ave símbolo do Pantanal. Após o susto, no entanto, o grupo descobre que o predador nesse caso era a ave, que come os ovos dos filhotes de jacaré – coisas da cadeia alimentar do Pantanal.
Em Miranda, é possível também fazer caminhadas, visualização/observação noturna de animais, passeios de bicicleta, a cavalo, observação de aves, entre outros – sempre com o acompanhamento de um guia. Outra atração é a gastronomia, principalmente o churrasco pantaneiro. Diferentemente do sulista, o assado não é feito no carvão, mas na lenha de angico. O acompanhamento também pode variar: mandioca, pequi, sopa paraguaia (torta salgada com queijo e milho) e um bom tereré (versão gelada do chimarrão). Tanto os passeios feitos por guias quanto as refeições geralmente são oferecidos pelas pousadas.
Um ponto fundamental, então, é definir que tipo de conforto o viajante busca na hospedagem. Sim, o Pantanal também é destino para viagens de luxo. A principal atração deste segmento, o Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, oferece pousadas, vilas privadas, menus assinados por chefs e até uma pista de pouso particular. O local, com diárias a partir de R$ 2,1 mil, já hospedou o príncipe britânico Harry e o ator Harrison Ford.
E se não bastasse a vastidão física, o “cardápio” do Pantanal envolve ainda a escolha pela estação do ano. Cada uma irá proporcionar uma viagem diferente. O período de maior chuva é de novembro a fevereiro e o de seca, de julho a setembro. A alta estação acontece de junho a setembro. Seja qual for a escolha, o visitante certamente deixará a região com um convite para retornar em outra estação e conhecer um novo Pantanal. Afinal, ele não tem limites.
Arara- azul, uma atração à parte
Uma das atividades que leva novos turistas ao Pantanal é a observação de aves – o bioma abriga mais de 650 espécies. Nessa lista, a arara-azul é um dos grandes destaques. A ave deixa o visitante maravilhado e faz um espetáculo à parte: sempre voa acompanhada.
A observação é possível, em grande parte, por causa de iniciativas de proteção à ave, que já esteve ameaçada de extinção. Uma delas é do Projeto Arara-Azul, criado há 24 anos e liderado pela bióloga Neiva Guedes. Antes do projeto, em 1980, existiam 1,5 mil araras-azuis, número que saltou para 5 mil em todo o Pantanal, segundo estimativas atuais.
O segredo, conta Neiva, é acompanhar as araras, fazer o correto manejo dos ninhos e desenvolver ações de conscientização com a população. Nisso, a bióloga conta com um grande aliado: o ninho artificial.
A maioria das araras-azuis faz ninhos em uma árvore típica do Pantanal, a manduvi, que passa dos 15 metros de altura e tem um cerne macio, que serve de abrigo e alimentação para outras espécies e que também está ameaçada. A bióloga descobriu que a instalação de ninhos artificiais, pequenas caixas de madeira acopladas aos troncos das árvores, poderia ajudar na reprodução da ave. E a tarefa não foi fácil. “A maioria dos casais se reproduz apenas a cada dois anos e a média de vida é de 35 a 40 anos na natureza”, conta.
O projeto tem parceiros como a Fundação Toyota do Brasil, que apoia a iniciativa desde o início. Em novembro do ano passado, foi inaugurado o Centro de Sustentabilidade, em Campo Grande, para a capacitação de estudantes e pesquisadores. Hoje, são monitoradas 3 mil aves em ninhos espalhados por 57 fazendas. A base da ação fica no Refúgio Ecológico Caiman, do empresário Roberto Klabin.
A jornalista viajou a convite da Fundação Toyota do Brasil.
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