Bar e pista abarrotados de gente bem vestida, gelo seco, canhões de laser, luzes e batidas perfeitas. O típico cenário de qualquer balada do mundo ganha outro status em Berlim, Nova York, São Paulo ou Buenos Aires, cidades onde a vida noturna faz parte do conjunto arquitetônico, parques, monumentos e pontos de interesse turístico. Quanto mais democrática for a noite de uma cidade, mais legais serão as baladas. Nos destinos mais festeiros, não faltam opções: do rock ao house, do punk ao alternativo. E o melhor, de segunda a segunda. Enquanto a maior parte das cidades se limita à festinhas de fim de semana, Barcelona, Londres, Las Vegas, Ibiza e Montreal não descansam, não fecham, não param. Não há rei do camarote que resista.
No quesito obrigatoriedade para os fãs de balada, Ibiza é como Meca, na Arábia Saudita: todo baladeiro que se preze precisa visitar pelo menos uma vez na vida essa ilhota espanhola no Mediterrâneo. Cidade recheada de bares, resorts e clubes – alguns, aliás, considerados os melhores do planeta – o lugar, principalmente no verão, atrai turistas do mundo inteiro atrás de diversão sem limites. Na estação mais quente do ano, as baladas se espalham na cidade inteira e na vizinha, Sant Antoni de Portmany.
Buenos Aires, Argentina
O que esperar de um lugar em que as pessoas jantam à meia-noite? Também não é difícil tomar o café da manhã numa balada. Na capital portenha, a animação vem depois da uma hora da madrugada. A noite pode começar em um barzinho ou com um show de tango. Na balada, preços atraentes, promoções ao estilo “dois drinks por um”, são comuns. Mulheres não costumam pagar entrada. E é uma das poucas cidades do mundo que ainda permitem fumar dentro de ambientes fechados. As festas estão em Palermo, San Telmo e na Recoleta.
Barcelona, Espanha
Os espanhóis costumam dormir tarde e adoram aproveitar o que a noite tem de melhor: os bares, fiestas e casas noturnas. Na cosmopolita Barcelona, não é diferente. Sempre cheia de mochileiros, a cidade vibra de domingo a domingo. De bar em bar, e depois na balada, dificilmente alguém vai para casa antes de o sol nascer na terra de Gaudí. O melhor da boemia na capital catalã acontece em dois bairros na parte histórica, o Gótico, e o menos conhecido, mas tão agitado quanto, Raval.
Montreal, Canadá
Com quase 2 milhões de habitantes, Montreal, além de ser a maior cidade de língua francesa do mundo depois de Paris, também tem uma das melhores noites do planeta. Sofisticada, erudita e segura, a cidade recebe mais de 40 festivais de música e artes por ano, entre eles o famoso Festival Internacional de Jazz, o maior do segmento, que acontece entre os meses de junho e julho. Jazz e blues, aliás, são os sons que movimentam a cidade que, mesmo no inverno gelado, pode ser bem quente. Casas ao estilo vitoriano, cafés, livrarias, galerias de arte compõem o clima boêmio dos bairros Mile-End, Outremont e Plateau.
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