Lagos, montanhas e céu azul compõem o espetacular cenário do Parque Nacional Nahuel Huapi.
Patagônia. Esse nome está no imaginário de muitos viajantes, que sonham em conhecer o “fim do mundo”, no extremo sul do continente americano – parte na Argentina, parte no Chile. Não é tão difícil transformar o sonho em realidade, já que há muitos pacotes turísticos que levam até lá. Mas há quem prefira adicionar uma pitada de aventura à viagem. Foi o caso das amigas Maria Cristina Hartmann, também conhecida por Chica, e Priscila Forone, repórter-fotográfica da Gazeta do Povo. As duas resolveram percorrer a Patagônia de bicicleta: foram de avião até Buenos Aires, de ônibus até Bariloche e, de lá, pedalaram mais de 700 quilômetros entre Argentina e Chile. “Queríamos estar em contato direto com o povo local”, explica Priscila.
Roteiro da aventura
No fim das tardes, as aventureiras começavam a montar sua barraca para passar a noite, mas geralmente eram acolhidas pelos moradores locais. Foi o que ocorreu quando passavam por San Martín de los Andes, quase 250 quilômetros depois do início da viagem. Elas pediram autorização para acampar em uma fazenda, em território dos descendentes dos índios mapuches, mas foram convidadas para dormir dentro da casa da família, com direito a muito bate-papo regado a mate com açúcar. “De lá, cruzamos a fronteira com o Chile pelo Passo Huahum, na cordilheira”, relata Priscila. Estavam a caminho dos vulcões chilenos.


