Depois de cruzarmos o estado de São Paulo, chegamos ao Sul de Minas e às históricas Congonhas, Mariana e Ouro Preto. Em seguida, a parte mais difícil do percurso, pela Serra do Caparaó, rumo ao Espírito Santo: pista simples, chuva, buracos e motoristas impacientes. Em Vitória, linda e hospitaleira, não deixamos de provar a moqueca capixaba, para depois comparar com a baiana.
Já na Bahia: Porto Seguro, Arraial D’Ajuda, Trancoso e Praia do Espelho – com direito a fotos com bicho-preguiça na aldeia pataxó. Congestionamento na balsa de Itaparica para Salvador. Na capital baiana, atrativos como a Igreja do Bonfim, Pelourinho, moqueca de peixe no Mercado Modelo e acarajé da Cira. Em Sergipe, passagem rápida pela capital, Aracajú, e encontro com o Rio São Francisco, de águas verdinhas.
Próximo pit stop: Maceió. Na capital alagoana, passeios nas praias do Francês e Ponta Verde. Chegada ao destino final no 11.º dia, à noitinha. Nosso QG por algum tempo, Japaratinga tem belos cenários. Em Maragogi, a 14 km dali, incrível passeio de barco para mergulho nas galés. Esticadas a Pernambuco (Porto de Galinhas, Maracaípe, Olinda e Recife) e à Paraíba (João Pessoa). Rumo ao Sul novamente. Paisagem diferente no interior da Bahia: mandacarus, jegues, formações rochosas. Já no estado do Rio de Janeiro, visita a Petrópolis e muitos passeios na Cidade Maravilhosa.
Foram 39 dias e 9.170 km, e vimos um único acidente na estrada, sem vítimas. Essa viagem foi uma experiência muito especial, que não se repetirá, porque minhas duas filhas se casaram e hoje moram longe – uma a 1000 km, em Campo Grande (MS), e outra a 8000 km, na Espanha.
Rozeli Tereza Folda Arins, 65 anos, socióloga.
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