Turismo

Rosas, rosas e rosas

Por Zélia Maria Nascimento Sell, de Curitiba
25/11/2010 02:02
Minha avó Joanita sempre me dizia, ao olhar o vasto quintal de nossa casa no bairro São Lourenço, em Curitiba: plante rosas! Mas eu nunca seguia seu conselho, preocupada com os espinhos e as crianças, ainda pequenas… Hoje, após completar meu primeiro cinquentenário de vida, dou-lhe toda a razão: como são maravilhosas as rosas! Ainda mais que tive o privilégio de conhecer o Rosedal de Palermo, em Buenos Aires (Argentina). Simplesmente, indescritível.
Quando Buenos Aires foi fundada, em 1830, o então governador João Manoel de Rosas construiu, na Avenida del Libertador, sua residência particular rodeada de jardins cultivados. Quinze anos depois, o presidente Domingo Sarmiento desapropriou o local para convertê-lo no primeiro espaço público de lazer da cidade: assim nascia o Parque Três de Fevereiro, que só foi inaugurado em 1875 e se converteu em um modelo paisagístico para as Américas.
O parque, que foi inspirado nos rosedais de Paris (Roseraie du Val-de-Marne) e de Viscaya (Florida, EUA), abriga hoje uma pérgula de estilo grego com 526 metros quadrados, um majestoso lago, uma ponte de arquitetura helênica, fontes, repuxos, esculturas de poetas universais e, é claro, canteiros muito bem cuidados, abrigando nada menos que 1.189 variedades de rosas de todas as partes do planeta.
Há rosas especialmente plantadas para homenagear personalidades como o cantor Charles Aznavour, que visitou o Rosedal em 2005; e variedades premiadas, como a delicada “rosa miniatura”, campeã do ano de 2001. Diante do privilégio de ter conhecido local tão magnífico, só dá para imaginar que, se o paraíso existe, deve ser parecido com o Rosedal de Palermo!