A série de eclusas eleva as embarcações até 26 metros acima do nível do mar – de oito a dez metros por vez. Algumas empresas realizam a travessia do canal de água doce (só 10% salgada), mas é mais comum que os turistas o conheçam a partir do Centro de Visitantes de Miraflores, localizado junto à eclusa de mesmo nome.
Lá, os curiosos são levados a um mirante, para ver a lenta passagem dos navios. Só diante do esvaziamento e enchimento das eclusas, a explicação técnica sobre o sistema de “elevadores de embarcações” é entendida. O barco chega ao compartimento, que se fecha e se enche de água, até atingir a altura do próximo trecho do caminho. É então aberto para que a viagem prossiga.
Um vídeo explica em detalhes a história da construção da obra, desde as primeiras tentativas feitas pelos franceses – e frustradas por falta de maquinário adequado para enfrentar a topografia local e por doenças como o cólera e a malária – até os Estados Unidos assumirem a empreitada. Sem falar dos planos de construção de duas novas eclusas para barcos maiores, que devem ficar prontas em 2014, quando se completam 100 anos de atividade.
Antes de partir, uma passada pelas quatro salas de exposições de Miraflores coloca o visitante em contato com a flora e a fauna local, de insetos impressionantes como a borboleta-coruja, cujas asas reproduzem os olhos de sua predadora.
É bom saber
Para uma viagem tranquila ao Panamá, a única recomendação é que se tome a vacina contra a febre-amarela com dez dias de antecedência – tempo necessário para que surta efeito. A carteirinha branca, recebida nas unidades de saúde, precisa ser trocada pela internacional, amarela, na Anvisa (no Aeroporto Afonso Pena), diariamente, até as 17 horas.
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