Turismo

“Somos o primo pobre da Esplanada”, desabafa o ministro do Turismo

Roberto Couto
15/03/2016 18:53
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Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) defendeu a liberação dos jogos de azar, incluindo bingos e cassinos. Foto: divulgação

“Somos o primo pobre da Esplanada”. O desabafo feito nesta terça (15) pelo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mostra o descontentamento dele em relação ao tratamento dado pelo governo federal para sua pasta em favor de outros ministérios que, segundo ele, representam áreas que não geram emprego e renda como o turismo. Alves chegou a afirmar que há um “preconceito” em relação ao segmento. O ministro participou ontem do primeiro dia do Fórum Panrotas Tendências do Turismo 2016, que vai até esta quarta em São Paulo.
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Alves lembrou que o volume de recursos destinados à divulgação do Brasil no exterior é muito baixo em comparação ao investido por outros países. “O México aplicou, no ano passado, US$ 400 milhões. A Colômbia destinou US$ 100 milhões. A Argentina investiu US$ 58 milhões, mesmo com a crise deles. Já o Brasil destinou apenas US$ 20 milhões”, justificou.
O ministro lembrou ainda que, como o turismo não é prioridade do governo federal, o número de visitantes estrangeiros é muito baixo, mesmo com a desvalorização do real. “Na Espanha, foram 66 milhões de turistas. Portugal recebeu 16 milhões de pessoas de outros países. Só a Torre Eiffel, em Paris, foi visitada por 6 milhões de estrangeiros. Já o Brasil, com todas as suas belezas e diversidade, foi visitado por 6,4 milhões de estrangeiros. Uma vergonha”, acrescentou.
Alves defendeu a liberação dos jogos de azar, incluindo bingos e cassinos. “São 196 países na ONU e 172 tem jogos legalizados. Dos que não têm, a maioria é país islâmico. O que o Brasil está fazendo nesse contingente?”, questionou. Ele afirmou que a legalização das atividades poderia ser controlada com a fiscalização e ainda gerar receita para o país.
Ele ressaltou ainda a união do setor, que trabalhou em conjunto para a redução do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de 25% para 6%. “O turismo não vive apenas do encantamento da sua cultura e das belas paisagens. Precisa de um parceiro. Sozinho ele não fica em pé”, disse o ministro.
Fórum 
Além da participação do ministro do Turismo e de palestras com nomes importantes do segmento, como Antonoaldo Neves, presidente da Azul; José Efromovich, presidente da Avianca; e Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC, o Fórum Panrotas está apresentando startups que estão se destacando no setor. Ontem, duas empresas do Paraná mostram seus projetos: “Quanto Custa Viajar“, aplicativo que calcula a previsão de custos para uma viagem, da passagem à alimentação e passeios; e “RDCar “, portal de comparação de preços de aluguel de carros de pequenas, médias e grandes locadoras.