Turismo

Uma viagem de ônibus

Breno Baldrati
02/08/2007 23:37


Depois da viagem de ônibus, Breno pode relaxar no resort.
Fazia tempo que não andava de ônibus e fiquei bastante surpreso com o tratamento altamente profissional que esse tipo de transporte passou a oferecer. Partimos de Curitiba rumo a Cornélio Procópio na noite de uma quinta-feira, eu e o repórter fotográfico Antonio Costa, o Socó. Na boca da rodoviária, prontos para encarar o pinga-pinga (e como pingava, o maledeto!), ouvimos as instruções do motorista sobre a viagem (isso virou lei?), no melhor estilo “um dia vou fazer isso dentro dum avião”. Tenho tanta certeza disso porque foi exatamente o que o motorista tentou fazer logo depois que deixamos o Parque Barigui: voar.
Depois, numa das paradas, ainda presenciei um serviço chamado “Senhor, Acorde, Sua Cidade Chegou”. Ao que o passageiro retrucou: “Me deixa dormir”. O motorista insistiu: “Sua mulher está esperando, senhor”. O passageiro, desta vez, sem nenhuma dúvida, acordado: “Por favor, me deixe dormir”. Que casamento!, pensei. Muito a contragosto, o homem acabou descendo.
A volta, infelizmente, serviu para desfazer a imagem da ida. O motorista, outro, esqueceu de avisar o que os passageiros deveriam fazer caso sentissem cheiro de querosene. Ninguém fez nada, até que uma das mangueiras do ônibus resolveu fazer: quebrou. E ficamos lá, no acostamento.