Turismo
Hoje faz um mês que cheguei em Stuttgart, capital do estado de Baden-Wurttenberg, no sudoeste da Alemanha, onde vim fazer um estágio. A cidade é antiga, com vários prédios do século 19, mas esbanja tecnologia. Aqui ficam as sedes de três empresas mundialmente conhecidas: Porsche, Mercedes-Benz e Bosch.
O sistema público de transporte me causou muito espanto quando cheguei. Você compra o tíquete em caixas automáticos digitando o local onde quer chegar (ou por quantas zonas deseja viajar) e o bilhete tem validade na área e no sentido escolhidos, para trens ou ônibus. O detalhe é que ninguém lhe cobra o tíquete quando você embarca! É tudo na base da confiança. Mas mesmo assim os trens são pontuais e sempre em perfeito estado. O que não é perfeito é o preço: uma passagem de duas zonas custa 2,20 euros. Como estou viajando com meu irmão, é fácil gastar mais que 10 euros por dia com transporte.
Lugares que visitei e recomendo: Zoológico e Jardim Botânico de Wilhelma, onde existe até uma estufa chamada de Amazonienhaus que é um pedaço perfeito da Amazônia; os museus da Porsche e da Mercedes-Benz; o estádio Gottlieb Daimler; a Fernsehturm, que é uma torre de televisão com 217 metros e a primeira no mundo feita em concreto, com uma vista linda da cidade; a Hauptbahnhof (Estação Central); e a famosa praça Schlossplatz (Praça do Palácio).
A Schlossplatz fica no coração de Stuttgart e é um ponto de encontro de várias gerações. Nas várias vezes em que estive lá, pude ver apresentações musicais, gente bonita e descontração. Nessa mesma praça há o Neue Schloss (Novo Palácio), feito em 1806 para os reis de Wurttenberg; a Kunstgebäude (Casa de Artes); a Galeria de Artes de Stuttgart; a Opernhaus (Casa de Ópera), feita de areia em 1912; e o Museu do Estado de Wurttenber, um castelo do século 13.
Se você estiver perto daqui no começo de agosto, pode curtir a festa de verão! Eu fui e recomendo! Parece o mundo todo num só lugar e a única intenção dos presentes é se divertir. Árabes, cubanos, mexicanos, brasileiros, asiáticos, africanos e, claro, europeus. Comidas típicas, bandas e tendas temáticas. E o melhor é ver que vários alemães se acabam de dançar aos ritmos latinos.
Na noite alemã vi muitos bares e poucos clubes para dançar. Ao contrário do Brasil, não se paga entrada ou consumação, então é prática comum visitar vários bares numa só noite. Infelizmente não gostei da cerveja alemã, e me sinto um pecador escrevendo isso! Mesmo assim, os alemães bebem muito, a toda hora e em qualquer lugar. Nos trens, na rua, em casa, na saída do trabalho. E se você é um consumidor de refrigerante como eu, vai ficar bravo na Alemanha: as embalagens são de 300ml, 500 ml e a maior é de apenas 1,25 litros. Nos restaurantes, gostei muito das carnes alemãs, com temperos muito saborosos. Mas nas lanchonetes não existem coxinhas, risólis, empadinhas ou qualquer “salgado” igual aos do Brasil. E tudo tem salame, presunto ou mortadela. Que saudade eu sinto daquele cachorro-quente prensado do Luis no bairro do Cabral, em Curitiba. Frango, catupiry, vina, farofa e maionese.
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