Comportamento

Amor de ponte aérea

Adriano Justino
12/06/2006 01:10
Você já deve ter ouvido uma história assim. Passa um tempão desejando muito uma coisa, fazendo de tudo para conquistá-la, e quando relaxa, baixa a guarda, tudo acontece melhor até que o esperado… O amor também faz dessas. Pode apanhar você desprevenido numa viagem, por exemplo. Foi como aconteceu com Karla Lacerda, assistente de marketing de uma ONG, 26 anos, que conheceu Fábio Derendinger, empresário, 33 anos, em plena Ilha Grande (RJ) num ano novo. Tudo era só festa, até porque Fábio estava vivendo na Suíça e não tinha muitas expectativas de voltar para o Brasil. O papo de que “a gente está se conhecendo” durou bastante para não caracterizar namoro e não fazer nenhuma das partes sofrer com a distância. Bobagem. O namoro ganhou a ponte aérea e os dois resolveram oficializar tudo e estão agora se mudando para Salvador. “Já ouvi que sou louca, que vou me arrepender, até coisas como: ‘que inveja, queria estar no seu lugar’. Mas estou tranqüila. Acho que temos que lutar para que tudo dê certo. Temos que estar dispostos, com o coração aberto”, comenta ela.
Outra que já encontrou duas vezes o amor durante viagens foi Adriana Piccoli, 37 anos, que mandou seu depoimento pela internet. Segundo ela, sempre que viajamos estamos com as energias a mil, sem tensões, sem estresse e as coisas acabam fluindo com mais facilidade. “Estamos apenas preocupados em curtir e acabamos por deixar o cupido agir apenas pelo acaso. O que facilita muito! Fui casada duas vezes e meus dois maridos conheci viajando, sem ao menos imaginar que conheceria alguém. Foram amores distintos, porém grandes amores na minha vida”, diz ela. Agora, lá está ela de malas prontas. Quem sabe não é flechada de novo?
Na pesquisa que o Viver Bem fez pela web sobre “qual o melhor lugar para se encontrar a alma gêmea?”, os leitores arriscaram alguns palpites. A resposta mais freqüente foi que o amor não pode ser encontrado em lugares específicos. O acaso seria então o grande cupido, capaz de unir duas pessoas em um ônibus, na rua ou na casa de amigos. Bem cotada entre as respostas, está também a igreja. Foi assim com Zinka e Paulo. “A pedido de mamãe, fui acompanhar meu irmão num bingo na igreja. Do outro lado, o meu futuro amor, cansado de rodar a cidade à minha procura. Não deu outra. Naquele saguão cheio de mesas, ele foi sentar bem na minha frente. Ele veio atrás e já foi perguntando, antes mesmo que eu me virasse, como fazia para falar comigo.” Também foram citados na pesquisa, praia, festas na casa de amigos e supermercado.