Foram 200 mudas de árvores nativas plantadas só no ano passado na Serra do Mar. Por essa conta, o geólogo e montanhista Marcelus Vinícius Klinguelfus Borges, 35 anos, já compensou toda a poluição causada por ele e pelo seu carro no mesmo período. Escoteiro na infância, sempre gostou da natureza. Daí a virar montanhista não demorou muito. “Comecei com a floresta. Daí para a montanha foi um pulo. A floresta é mais úmida, tem sombra e alguns tipos de animais. Na altitude tudo se transforma – são outras espécies, há jardins suspensos, a rocha aflora, fora a visão panorâmica”, conta ele que faz parte da Associação de Pesquisas Caiguava, responsável por cuidar do morro do Canal, perto de Piraquara. “Fazemos parte do projeto nacional Adote, em que grupos ‘adotam’ uma montanha e fazem o manejo e recuperação das trilhas, promovendo educação ambiental. Depender só do estado e município não dá”, explica ele que pretende desenvolver projetos em áreas de montanha, que promovam o desenvolvimento e uso sustentável das regiões.
Geólogo de profissão, Marcelus evita os radicalismos. Eu cuido do morro, mas também assessoro mineradoras – que provocam grande impacto no ambiente, mas são imprescindíveis para a sociedade – para que não causem tantos estragos. Em casa, a colaboração se dá pelo reaproveitamento de água da chuva e da máquina de lavar, para a limpeza, e um sistema de compostagem, que fertiliza o solo.”
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