Comportamento
Uma mulher que gosta de se cuidar
A curitibana está muito mais voltada ao autocuidado e à autoestima do que à vaidade, na opinião da psicóloga Sandra Moreira de Oliveira, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). “A essência da palavra vaidade vem de vácuo, vazio. É o que se liga só à aparência, é superficial”, diz. Mas, para ela, os números mostram uma mulher preocupada também com a saúde – quase 40% praticam exercícios físicos, 17% delas diariamente. Veja os números:
E você, gosta de se cuidar? Tem tempo para cuidar de si? Conte para o Viver Bem, comente abaixo!
Na bolsa, sempre o batom
Os dados também apontam para questões muito ligadas ao universo feminino, avalia a psicóloga. Como a preferência de 56% das entrevistadas por levar batom na bolsa. “O batom é tão marcante do feminino que tem homens que não querem nem passar protetor labial”, compara.
Espelho, espelho meu
O tempo gasto para se arrumar é outro indício – 56% precisam de 21 minutos a uma hora. “É uma coisa muito feminina da insegurança. A mulher quer estar segura quando sai. Começa a se vestir, acha que uma roupa está muito apertada, outra muito curta, muito longa… Quando vê, o armário todo está na cama. São atitudes típicas do feminino, mas nada exacerbado.”
E apesar de muitas acharem que não têm tempo para cuidar de si, a boa notícia é que a maioria está feliz com o que vê no espelho e não mudaria nada em sua aparência. Isso é que é autoestima!
Família, família e família
Uma questão que chamou a atenção de Sandra faz parte do perfil das entrevistadas.
Quase 66% delas têm como prioridade na vida a família. “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, brinca. Numa sociedade que dá prioridade ao trabalho – hoje ninguém cria filhas para casar, mas para estudar e ser profissional – o número impressionou a psicóloga. Para o bem. “Eu particularmente acho muito bom. Tenho 30 anos de casada e acabei de voltar de uma viagem ótima com meu marido”, revela.
Mas faz uma ressalva: “Talvez seja uma característica da mulher paranaense. Não sei se em São Paulo seria igual”.
E a Semana da Mulher não termina aqui. Nesta quarta-feira o tema é o novo papel econômico da mulher. Não perca!
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