Comportamento

Menos casamentos

Adriano Justino
11/02/2007 19:31
O número de casamentos realizados também diminuiu significativamente. Em 1993, a chamada taxa de nupcialidade no Paraná era uma das mais altas do país (10%). Em 2005, diminuiu para 7,3%. Conseqüentemente, o registro de pessoas que vivem sozinhas também aumentou, principalmente na capital, 11,2%. Em 1995, eram 6,6%. “O nosso sistema social nos ensina a individualidade. Nesta perspectiva, muitas pessoas passam a preferir não dividir o espaço com ninguém. Por outro lado, se o casamento perdeu grande parte do seu sentido, pelo fato de desassociar dele o aspecto produtivo, o que o justifica são apenas as questões afetiva, sexual e a formação de família. Quem não tem filhos, ou não quer ter, pode prover de sexualidade e afetividade sem necessariamente morar com alguém ou se casar”, acredita o professor de Sociologia da PUCPR, Lindomar Boneti.
Mulheres
A maioria das mulheres no estado vive sem cônjuge, mais de 70%. A realidade é a mesma em quase todo o país. Em 30,3% das famílias paranaenses, ela assumiu o papel de chefe. Em 1995, eram 18,3%. Os números surpreendem porque, ao contrário delas, apenas 4,9% dos homens vive sem cônjuge. “Parece que os números não batem, mas existem várias explicações para isso. A primeira delas é o fato de as próprias estatísticas mostrarem que os homens, em geral, morrem mais cedo, deixando as viúvas sozinhas. Outra explicação está associada ao processo das separações. Quando um casal se separa, o homem dificilmente fica muito tempo sozinho. A mulher, ao contrário, leva mais tempo para encontrar uma nova companhia”, explica Boneti.