Comportamento

Proteja seus eletrônicos na praia

Luisa Nucada, especial para a Gazeta do Povo
08/01/2015 13:00
As férias chegaram, você partiu para o descanso ou o agito e quer compartilhar com a família e os amigos esse momento tão aguardado. Mas ao fazer aquele registro do drink colorido ou das famosas “pernas de salsicha”, você coloca seu aparelho eletrônico em risco. A alta temperatura, a areia e a umidade da praia são inimigas de celulares, tablets e câmeras fotográficas. Veja o que fazer – e o que não fazer – para evitar prejuízo.
Celulares
“O ideal mesmo é não levar o celular para a praia, mas isso é praticamente impossível”, admite o proprietário da assistência técnica Visual Informática, Jonas Cardoso dos Santos. Segundo ele, smartphones são as principais vítimas do verão. Se ter o aparelho consigo é essencial, cubra-o com um case impermeável, à venda em lojas especializadas e disponível para a maioria dos modelos.
“Esse acessório protege contra a maresia, que contém sal e danifica o celular. O uso se tornará um pouco desconfortável, mas é possível tirar fotos com segurança”, afirma Santos. Também existem capas impermeáveis que permitem mergulhar com o smartphone até alguns metros de profundidade.
Caso o celular pegue chuva, caia no mar, na piscina ou até mesmo no vaso sanitário, desligue-o (se já estiver desligado, não tente ligá-lo), retire a bateria imediatamente e leve-o a uma assistência técnica. Se for um iPhone, que não permite que o usuário remova a bateria, apenas desligue e leve à loja especializada.
“Usar secador de cabelo e deixar sob o sol podem até fazer com que o aparelho volte a funcionar, mas não retiram a umidade completamente. Depois de alguns dias, o estrago aparece”, diz Santos. Na assistência técnica, é realizado um banho químico que reverte a oxidação, e o celular é posto para secar em uma estufa. “É um paliativo, não é 100% garantido.”
Outra recomendação importante, orienta o empresário, é não usar o aparelho enquanto ele estiver carregando, principalmente no litoral. “Somam-se a temperatura ambiente, que costuma ser mais alta, o calor produzido pelo uso e o calor produzido pelo carregamento. A bateria pode estufar, pressionar o circuito e danificar o celular.”
Câmeras fotográficas
Água, areia, sal e calor formam uma equação desastrosa para equipamentos fotográficos, diz Valdir Festugatto, proprietário da assistência técnica Visotécnica. “Praia não é lugar para câmera, mas se eu for, também levo, todo mundo quer tirar foto”, confessa. “Minha recomendação é ir lá, fazer as fotos e depois voltar à casa ou ao hotel e guardar a máquina.”
Os grãos de areia podem se infiltrar nas reentrâncias do equipamento e travar dispositivos, como o zoom ou as palhetas que protegem a objetiva quando ela está fechada. “Isso tem conserto, fazemos uma limpeza nas engrenagens. Só não tente limpar sozinho, com cotonete ou com a camiseta, porque os grãos podem riscar a lente”, alerta Festugatto.
O que não dá para resolver é quando a câmera molha com água salgada. “Em 90% dos casos, não tem chance. O sal e a umidade oxidam os circuitos da bateria e da máquina.” Se for água doce, o estrago é menor.
Tablets
Má notícia para quem gosta de acompanhar notícias ou redes sociais na praia: tablets devem ficar em casa, de acordo com Santos. Mesmo na residência ou no hotel, o aparelho deve ser protegido por estojinhos que o cubram integralmente quando não estiver sendo usado. “Caso a pessoa não tenha esse acessório, deve guardar dentro da embalagem original”, ensina ele.