À primeira vista, a palavra prudência pode fazer você pensar em cautela, mas Carlos Ramalhete explica que essa é uma conotação errada, já que excesso de cautela pode significar covardia e, portanto, algo nada virtuoso. Considerada a mãe de todas as virtudes, a prudência mora na inteligência, na forma correta de agir a partir da nossa razão. João Malheiro lembra que a inteligência é uma combinação da razão teórica e da prática. A primeira é regida pelos conhecimentos disciplinares, que adquirimos na escola, enquanto a segunda trata da nossa apreensão das virtudes morais. “Hoje, é comum as pessoas serem educadas apenas com foco na razão teórica, para passar no vestibular, mas inteligência não é só isso, é saber discernir o verdadeiro bem e escolher o meio correto de atingi-lo”, afirma Malheiro. Para ele, educar crianças sem considerar a razão prática é formar indivíduos incompletos, influenciados pelo mal do prazer ilimitado. Ainda na explicação do professor, pessoas afetivas têm maior facilidade para desenvolver a temperança e a fortaleza, enquanto aquelas que estimularam mais a razão teórica têm grande inclinação para serem prudentes.
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