Nem sempre é fácil para o homem sentir-se pai de verdade antes do nascimento do filho. Afinal, enquanto a mãe sente o bebê crescer e se desenvolver dentro dela, o pai, por mais entusiasmado que esteja, tem de se satisfazer com a sorte de sentir aquele chute dado de repente. “A mãe tem nove meses para se preparar para a chegada do bebê, mas para o homem a paternidade é uma experiência muito abstrata, que só se torna concreta após o nascimento”, diz a psicóloga especialista em gestantes, Maria Helena Budal.
jenniferk@gazetadopovo.com.br
Nem sempre é fácil para o homem sentir-se pai de verdade antes do nascimento do filho. Afinal, enquanto a mãe sente o bebê crescer e se desenvolver dentro dela, o pai, por mais entusiasmado que esteja, tem de se satisfazer com a sorte de sentir aquele chute dado de repente. “A mãe tem nove meses para se preparar para a chegada do bebê, mas para o homem a paternidade é uma experiência muito abstrata, que só se torna concreta após o nascimento”, diz a psicóloga especialista em gestantes, Maria Helena Budal.
Nem sempre é fácil para o homem sentir-se pai de verdade antes do nascimento do filho. Afinal, enquanto a mãe sente o bebê crescer e se desenvolver dentro dela, o pai, por mais entusiasmado que esteja, tem de se satisfazer com a sorte de sentir aquele chute dado de repente. “A mãe tem nove meses para se preparar para a chegada do bebê, mas para o homem a paternidade é uma experiência muito abstrata, que só se torna concreta após o nascimento”, diz a psicóloga especialista em gestantes, Maria Helena Budal.
Em outros tempos, a função dos pais era ficar na sala de espera, andando de um lado para o outro, recebendo os parentes e distribuindo charutos. Mas a vontade de criar um novo vínculo com o filho fez com que eles mudassem de atitude.
“Hoje em dia, a presença deles na sala de cirurgia é quase obrigatória. São poucos os que se recusam a assistir o parto. A participação é benéfica para todos. Enquanto ele se torna parte daquela experiência, a mãe se sente mais segura e confortável”, observa o obstetra e diretor da Maternidade Santa Cruz, Dilermando Almeida Filho.
Os médicos preferiram não deixar o comerciante Jorge Luiz Coelho, 35 anos, assistir ao parto da primeira filha Thamine, hoje com 6 anos. Mas quando soube que poderia ficar ao lado da mulher Valdinéia durante o nascimento de Kamille, que nasceu dia 4 de agosto, não pensou duas vezes. “Foi muito gratificante vê-la chegar ao mundo. É uma emoção diferente, nunca vou esquecer”, conta ele, que acompanhou a filha até o bercário do Santa Cruz.
Polêmica
Alguns estudos desenvolvidos pela comunidade médica internacional questionam estes benefícios. De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Toronto, no Canadá, mães acompanhadas de uma mulher com experiência, ao invés do pai da criança, têm menor probabilidade de se submeter a uma cesariana ou de precisar de analgésicos para reduzir a dor. Já estudos realizados pela Universidade de Bath e pelo Imperial College, na Inglaterra, dizem que a ansiedade dos homens pode tornar o parto cesário mais doloroso para as mulheres.
Mas a opinião de muitos especialistas contraria os resultados destes estudos. Para Maria Helena Budal, a presença do parceiro durante a gestação e o nascimento da criança é de extrema importância. “A disponibilidade do homem naquele momento representa muito para a mulher. Ela tem menos chances de desenvolver depressão pós-parto porque sabe que não está sozinha. Essa sensação de segurança facilita até o aleitamento”, explica.
O obstetra Carlos Navarro, da Maternidade Curitiba, também é a favor da participação dos pais na hora do nascimento. “Até mesmo aqueles que não suportam o ambiente de uma sala de cirurgia, se enchem de coragem para estar lá, porque é um momento especial. Eu incentivo os mais preparados. Alguns cortam o cordão umbilical e até ajudam a puxar o bebê”, conta.
A parteira brasiliense Marilia Largura tem mais de 40 anos de experiência e é adepta do parto humanizado. Mas acredita que a presença do pai só é positiva quando a participação é espontânea. “Ele precisa ser consultado antes de assistir ao nascimento da criança. Muitos passam mal ou não agüentam a emoção. As mulheres precisam entender e respeitar essa decisão.”
Serviço: Carlos Navarro, ginecologista e obstetra, carlosminer@globo.com / Dilermando Almeida Filho, ginecologista e obstetra, fone (41) 3019-1819 / Marília Largura, parteira, fone (61) 3233-9389, www.partohumanizado.com.br / Maria Helena Budal, psicóloga especialista em gestantes, fone (41) 3015-0500, www.aartedegestar.com.br.
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