Dizem que por volta de 1854, tempo das tradicionais cheganças (festas religiosas), um batel (pequena embarcação alegórica) vindo de São José dos Pinhais, estragou e ficou parado no ponto do acidente por um bom tempo. Quem passava pela região, começou a chamá-la de batel. Outra versão para o nome do bairro mais tradicional de Curitiba é de que seria uma homenagem a um antigo morador, que se chamava Bathé. O fato é que se o batel ficou ali, parado, o Batel não.
As mansões centenárias da principal avenida do bairro, que leva o seu nome, são uma prova de que aquela região da cidade sempre foi símbolo de prosperidade. Mas há muito tempo o bairro deixou de ser predominantemente residencial. Já em 1910 abrigava duas usinas de beneficiamento de erva-mate, fábricas de sabão, perfumaria, duas cervejarias e se consolidava como região comercial. As casas, aos poucos, foram perdendo espaço para grandes construções e algumas ruas, como a Visconde de Guarapuava, margeadas por verdadeiras muralhas de prédios, que não param de aparecer.
Mas a característica de bairro e o seu miolo ainda repleto de casas não deve sumir do mapa. A lei de zoneamento de Curitiba até permite que os imóveis tenham fim comercial, porém há uma área, no quadrilátero da Francisco Rocha e a Gerônimo Durski com a Avenida do Batel e Carlos de Carvalho, onde as casas não podem ser derrubadas ou muito modificadas. A reforma do imóvel de residencial para comercial pode ser feita, mas a construção deve ocupar somente 50% do terreno. Já no restante, permite construções de até dez pavimentos, além de supermercados e shoppings. “Essa continuará sendo uma região mista, preservando as características de bairro, embora algumas ruas, como a Vicente Machado e a Carlos de Carvalho, sejam vias coletoras, com passagem de ônibus e muito movimento”, diz Ricardo Bindo, assessor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
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