Caro leitor, você está convidado para ir hoje – domingo – à Casa do Estudante Nipo-brasileiro de Curitiba (Cenibrac) comer um bom e tradicionalíssimo yakisoba. A renda da comilança vai para a moçada que mora lá e reparte irmanamente todas as contas da casa.
A história é mais ou menos assim: os moradores estão vinculados à Sociedade Nikkei e se organizam numa diretoria para dar conta de todos os setores relacionados à Cenibrac. Ou seja, eles têm um estatuto próprio, se autogerenciam e autofiscalizam, promovem eventos sociais – como o yakisoba de hoje e as barraquinhas de hot sushis e espetinhos nos matsuris – e aprendem na prática os sabores (e dissabores) da coletividade. “A maior briga aqui é pelo controle-remoto da tevê”, brinca Marcondes Yanase Júnior, 22 anos, que veio de Guaíra para estudar Engenharia Mecânica em Curitiba. “No mais, é tudo muito divertido. A autogestão colabora muito para isso, pois todo mundo é muito unido e participativo. Ninguém fica fora de nenhuma festa.” Muito pelo contrário: quem não participa das festas recebe uma multa de R$ 40.
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