Moda e beleza

Bolsas 100% artesanais surgem do intercâmbio entre Brasil e Itália

Bruna Covacci
25/10/2016 09:00
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Nadia e suas criações: bolsas 100% artesanais. Foto: Divulgação. | Marcelo Elias

Na família da arquiteta italiana Nadia Calzolari a criatividade é hereditária. Filha de estilista, a também designer acredita que arquitetura e moda se complementam, já que a primeira veste as cidades e a segunda,  as pessoas. Depois de se formar, Nadia teve uma experiência no ramo têxtil quando trabalhou como consultora de moda na Itália. Foi lá que conheceu a amiga curitibana, que também é arquiteta e produtora cultural, Consuelo Cornelsen, que a convidou para trabalhar num projeto de moda no Brasil. Na última semana, a italiana esteve em Curitiba para lançar a sua primeira coleção de bolsas, na Kraft Home.
Nadia se lançou ao desafio de criar bolsas 100% artesanais, mesclando matérias primas provenientes dos dois países – incluindo a seda do Casulo da Seda, no Paraná. Em seu “laboratório” de criação ela acredita que o mais importante é a troca de experiência e a sinergia entre competências diferentes como designers, estofadores, alfaiates, bordadeiras e quem trabalha com o couro. A proposta é desenvolver peças sustentáveis e exclusivas para quem gosta de acessórios fashionistas, mas também funcionais. Para ela, a bolsa de uma mulher é como sua casa, precisa ter um formato agradável e ser prática. É um objeto muito pessoal e que exprime personalidade.
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Inspirada no verão brasileiro, que chamou a atenção da arquiteta por conta das suas cores vibrantes e brilhantes, a primeira coleção apresenta três conceitos: Baco Seta, feita com fios naturais de seda, dedicada às mulheres que amam o detalhe; Linha Viaggio, com material de couro colorido, destinada às pessoas sempre em movimento; e linha Nastri, confeccionada com cinto de segurança, dedicada a artistas e criativos.
Alguns dos modelos criados por Nadia. Foto: Divulgação.
Alguns dos modelos criados por Nadia. Foto: Divulgação.
A expectativa de Nádia é poder dar continuidade ao projeto com uma pequena fábrica artesanal, utilizando mão-de-obra brasileira com capacitação italiana. Todas as peças são únicas e feitas à mão, assim como o trabalho de um alfaiate e, para ela, essa é uma das maiores qualidades dos brasileiros: o tempo de produzir uma peça manualmente. As peças serão sempre vendidas em lojas conceito.