Moda e beleza

Coleção da Moschino é removida de loja por estimular uso de drogas controladas

Bruna Covacci
11/10/2016 14:00
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Coleção primavera-verão 2017 Moschino. Foto: Reprodução.

O estilista Jeremy Scott, da Moschino, é famoso por se apropriar de itens da cultura pop para criar estampas e desenvolver coleções. Foi assim com a Barbie e o Mc Donald’s. Na última temporada, Scott criou peças inspiradas em remédios com clutches em formato de cartela de analgésicos e bolsas a tiracolo que imitam frases de remédio.
Coleção Moschino. Foto: Reprodução/Instagram.
Coleção Moschino. Foto: Reprodução/Instagram.
O slogan das criações – “Just say MoschiNO” (“apenas diga Moschino”) – faz alusão a uma campanha americana anti-drogas veiculada nos anos 80, cujo slogan era “Just say no” (“apenas diga não”).
Slogan da coleção. Foto: reprodução.
Slogan da coleção. Foto: reprodução.
Já a venda nas Moschino e multimarcas de todo o mundo, a loja norte-americana de departamento Nordstorm anunciou que vai retirar a coleção das prateleiras depois de receber críticas que afirmam que as peças glamourizam o abuso de drogas controladas. Randy Anderson, um advogado de Minnesota, começou um abaixo-assinado online através do Change.org pedindo a remoção das peças de todos os pontos de venda.
Clutch da coleção é uma cartela de analgésicos. Foto: Reprodução.
Clutch da coleção é uma cartela de analgésicos. Foto: Reprodução.
“Eu posso falar sobre a destruição que as drogas fazem no indivíduo, na família, na comunidade, no sistema de saúde e no país. Você tem alguma ideia da mensagem que sua empresa está passando para aqueles que sofreram a perda de um ente querido por causa de uma overdose?”, escreveu o advogado para Jeremy Scott.
Vestido com a estampa da coleção. Foto: reprodução.
Vestido com a estampa da coleção. Foto: reprodução.
Ele ainda ressalta a grave epidemia de dependências e overdoses nos Estados Unidos, reconhecida pelo governo federal como a pior de todos os tempos e apontando a overdose de drogas como a principal causa de morte acidental no país. Anderson pede que Scott tenha responsabilidade moral sobre os produtos da sua empresa.