Para quem quer aprender ou aperfeiçoar o conhecimento em costura, o melhor é freqüentar cursos que ensinam técnicas básicas. “Quando já dominar a costura, é o momento de aprender a modelar e cortar. Para desenvolver modelagem, a observação tem que ser aguçada, pois trabalha-se com medidas do corpo (cálculos) e muita geometria. O corte tem que ser preciso para não haver desperdício de tecido. E aí é essencial o conhecimento dos materiais usados como entretelas, fios, tecidos, zíperes, forros, entre outros”, comenta Carla Bento, professora do Senac.
Mas antes de investir uma fortuna em uma máquina incrementadíssima e sair retalhando tecidos por aí, comece pelo bê-á-bá. Aprenda a manusear a máquina reta – desde a colocar a linha, fazer a limpeza a trocar de agulha e de óleo –, dominar bem as costuras mais simples, diferenciar a qualidade dos pontos e a fazer um bom acabamento, para depois arriscar a manusear máquinas mais sofisticadas. “Uma máquina que costure reto, chuleado (zigue-zague) e faça caseado é ideal para quem está começando. Se você deseja ter uma atividade que gere renda, utilize máquina reta (industrial) e uma overloque. No caso de querer trabalhar com malha é bom adquirir uma galoneira para os acabamentos de barra e gola”, recomenda.
Segundo a costureira Tiça Munhoz, hoje está mais fácil costurar: além dos equipamentos e dos materiais, há revistas que vêm com moldes de todos os tamanhos. “Mas é preciso saber interpretar a modelagem. Tem muita gente que não sabe como adaptar o molde de um blazer para o de uma camisa. A pessoa tem de saber que alterações são necessárias para fazer uma coisa ou outra”, diz. No mais, vale investir, fazer cursos e aprender novas formas de costurar e incrementar as roupas. “As roupas que estão no comércio têm muitos problemas de modelagem, são feitas seguindo um padrão e muitas não vestem bem. Esse é o grande trunfo do sob medida”, comenta.
Colunistas
Agenda
Animal


